3 tipos de financiamento de carros para o seu conhecimento

01/07/2019

Para várias pessoas, comprar um veículo é uma tarefa ao mesmo tempo prazerosa e desafiadora. Afinal, essa é uma situação que envolve muitas dúvidas, como: o modelo preferido, a marca, o valor que você está disposto a pagar e o tipo de financiamento de carros mais adequado.

Aliás, a decisão sobre esse aspecto financeiro é muito importante. Além de interferir na rapidez com que você recebe o dinheiro, também tem relação com a burocracia envolvida. Assim, é fundamental entender as particularidades de cada modelo para definir a alternativa mais interessante para o seu caso.

Pensando nisso, abordaremos aqui 3 principais tipos de financiamento para você analisar e se preparar para concretizar o seu negócio. Acompanhe a leitura e saiba mais!

1. Crédito Direto ao Consumidor (CDC)

O CDC é um empréstimo concedido pela instituição financeira para quem deseja fazer a compra do seu carro novo, usado ou seminovo. A transação pode ser realizada diretamente entre o banco e o cliente ou com a interferência do vendedor. No primeiro caso, porém, há mais chance de se negociar taxas de juros, prazos e demais condições.

De todo modo, o bem financiado fica em nome do comprador e é alienado ao banco. Em outras palavras, o automóvel não pode ser envolvido em nenhuma transação até que sejam quitadas todas as parcelas do financiamento do carro.

Caso você queira vendê-lo antes de terminar de quitar essas parcelas, precisa combinar o repasse do restante do valor para o comprador (com a consequente aprovação da instituição financeira que concedeu o empréstimo) ou utilizar o dinheiro obtido com a negociação para acabar com a dívida.

As vantagens e desvantagens do CDC

Uma das modalidades de financiamento de carros mais utilizadas pelo consumidor brasileiro, o CDC oferece taxas de juros menos atraentes. Essa característica faz o Custo Efetivo Total (CET) — que inclui ainda os encargos cobrados na transação — o maior de todas as operações.

Para você ter uma ideia, os juros do CDC fecharam em 1,75% ao mês em 2018, o que representa 23,14% ao ano. E o valor total pago será ainda maior, devido aos encargos cobrados pelas instituições financeiras para fornecerem o crédito. Afinal, trata-se, de fato, de uma operação de crédito. Logo, algumas cobranças — como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a Taxa de Aprovação de Crédito (TAC) — são acrescidas ao valor das parcelas.

Apesar disso, há vantagens. A maior delas é que, caso o pagamento das parcelas seja adiantado, o desconto é significativo e proporcional à somatória do tempo antecipado. Se você pagar seis meses antes do prazo de vencimento, por exemplo, terá os juros desse período abatidos. Assim, o montante final pago no financiamento do carro é menor.

Por sua vez, em caso de inadimplência do comprador, a operadora financeira pode requerer a retomada do bem, seja de forma amigável, seja na justiça. Se isso acontecer o veículo irá a leilão, e o montante arrecadado cobrirá as custas judiciais. O valor remanescente da dívida, se existir, será devolvido ao comprador.

As formas de pagamento

O Crédito Direto ao Consumidor facilita as condições de pagamento ao comprador. As instituições financeiras permitem a antecipação das parcelas, conforme indicado. Além disso, é possível pagá-las das seguintes maneiras:

  • boleto — pode ser recebido em casa ou retirado pelo site da instituição financeira;
  • débito automático — é descontado diretamente da conta-corrente cadastrada.

A diferença das duas modalidades é que, no boleto, você tem a chance de emitir uma segunda via pela internet e obter o desconto da antecipação proporcional ao vencimento. Se a parcela vencer no dia 27, por exemplo, mas você pagar a prestação no dia 5, tem-se a chance de obter o novo código de barras com o abatimento do valor.

O desconto é menor do que em casos de adiantamento de várias parcelas, ainda assim, é interessante. No débito automático é impossível fazer isso, porque a dedução está programada. O prazo de pagamento costuma ser de até 60 vezes.

2. Leasing

Nessa modalidade de financiamento de carros, o comprador é, na verdade, um arrendatário do veículo: o bem fica à sua disposição, mas ele não o possui em seu nome. Ao final do pagamento das parcelas, o consumidor tem a chance de passá-lo para o seu nome ou fazer outro financiamento de carro.

Muitas instituições oferecem essa modalidade aos seus clientes — o que permite, assim como o CDC, uma negociação sem intermediários. E, por ser uma espécie de aluguel, ela tem características próprias, como veremos em seguida.

As vantagens e desvantagens do leasing

A principal vantagem do leasing é a ausência de IOF, que tende a tornar o CET menor do que no CDC. É muito importante pesquisar o mercado para descobrir a melhor opção, pois as taxas variam de acordo com a instituição financeira, mas a expectativa é que o leasing seja mais barato. Suas as desvantagens, por outro lado, ficam para o momento da quitação.

Algumas regras que diferenciam o leasing do financiamento de carro tradicional se referem aos prazos de pagamento e merecem uma atenção especial. A primeira é que só é possível antecipar a dívida do contratoapós o terceiro mês. Caso contrário, essa deixa de ser uma operação de arrendamento mercantil e passa a ser caracterizada como de compra e venda. Além disso, o adiantamento de parcelas não traz benefícios, porque inexiste qualquer desconto referente a juros.

Outro ponto negativo é a contratação para prazos acima de 24 meses — o período mínimo quando o bem tem vida útil de até cinco anos. Se esta for maior, o prazo é de 36 meses ou superior. Caso o prazo fique entre o terceiro e o 24º mês, o comprador deve indicar outra pessoa para transferência, já que o carro não poderá ficar no nome do locatário, conforme regra da operação.

Também é relevante que há uma multa por rescisão do contrato, se o comprador quitar de forma antecipada todas as parcelas. Isso torna a opção menos interessante do que no CDC. Além disso, em um cenário de inadimplência o consumidor é notificado para devolver o veículo, e o carro pode ir a leilão, mas o cliente não receberá nenhum valor.

As formas de pagamento

O pagamento do leasing é combinado entre você e a instituição financeira. De modo geral, a quitação ocorre por boleto ou débito automático, desde que esteja dentro das condições especificadas antes ou determinadas em contrato.

Mais que isso, vale a pena lembrar que não existem vantagens ao antecipar parcelas, e você ainda corre o risco de pagar uma multa.

3. Consórcio

O consórcio é a modalidade que permite ao comprador fazer uma programação da sua compra — sendo, portanto, indicado para quem não tem pressa em adquirir o bem. Nesse tipo de aquisição, o consumidor entra para um grupo de consorciados a partir da obtenção de uma cota.

Tal cota está vinculada a uma carta de crédito, que se refere ao valor contratado para a futura aquisição do bem. Esse montante é acrescido de taxa de administração e dividido em parcelas mensais, e os valores pagos são colocados em um fundo comum. Assim, todos os meses é realizado um sorteio e uma cota é contemplada. Você ainda pode antecipar o processo com um lance.

De forma breve, essa opção consiste na oferta de um valor a título de adiantamento de parcelas. Caso a quantia ofertada seja a mais alta, você recebe a carta de crédito antes do prazo e tem direito a adquirir o bem.

Não existe muita burocracia no ato da assinatura do contrato de compra do consórcio. Quando a cota é contemplada, a aquisição é feita como na modalidade à vista. Se houver diferença de valor a pagar, a negociação do restante ocorre como em uma modalidade de CDC, com as mesmas exigências de aprovação de crédito e alienação do bem.

As vantagens e desvantagens do consórcio

O consorciado oferece a vantagem de não ter incidência de juros sobre o valor do bem adquirido. Existe, porém, a cobrança da taxa de administração feita pela administradora do grupo e do fundo de reserva, que serve para cobrir a inadimplência de algum participante.

Outra vantagem é que, em caso de débito em aberto, antes do cotista tomar posse do bem ele é dado como desistente. Portanto, seu nome não é inserido no cadastro de devedores, como SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) ou Serasa. No entanto, o valor pago só é devolvido ao término do grupo, o que pode levar um bom tempo.

Em caso de desistência antes da contemplação, o comprador pode transferir sua cota para terceiros, desde que aprovado pela administradora. Ao contrário do que ocorre com o leasing e o CDC, contudo, as parcelas não são fixas e sofrem com as atualizações do valor do bem para garantir o poder de compra do grupo.

Outra grande vantagem do consórcio é que, ao término do grupo, quando todos os participantes tiverem recebido seus bens, os consorciados podem receber o saldo remanescente para compra dos produtos ou pagamento das taxas de administração.

As formas de pagamento

O pagamento do consórcio é feito de acordo com a administradora. Geralmente, ocorre por boleto ou débito em conta-corrente, como nas outras modalidades, e o lance é feito diretamente na empresa, antes da realização do sorteio mensal.

No momento da aquisição do carro, você deve informar à administradora sobre o modelo escolhido e a concessionária ou revendedora. A burocracia de repasse de valores é interna, e caso ainda existam valores a pagar, a negociação é realizada com a instituição financeira.

Por fim, para que a compra do tão sonhado automóvel seja um prazer, fique sempre atento às taxas cobradas e às cláusulas dos contratos. No caso do leasing e do CDC, é recomendado que você se informe sobre o custo final da transação, para que tenha um parâmetro de comparação entre as ofertas das instituições bancárias.

Seja qual for o tipo de financiamento de carros que você escolher, tenha sempre em mente um cuidado especial com o equilíbrio do orçamento doméstico, visando a não criar uma situação indesejável. Inclusive, vale muito a pena contar com um blog especializado, como o da Instacarros.com, para pesquisar mais informações sobre compra, venda e financiamento!

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