Entenda melhor as diferenças entre carros usados e seminovos

06/08/2019

A classificação dos carros do mercado quanto ao uso se dá em três categorias. O primeiro tipo é o carro novo, o famoso “zero quilômetro”, aquele que acabou de sair da agência novo em folha. Além dele, há os carros usados e seminovos, duas categorias distintas, mas que muitas vezes são confundidas.

Nesse cenário, é crucial conhecer as diferenças entre ambos para realizar uma boa compra ou venda de veículos. Para o vendedor, é de máxima importância para que ele não seja considerado um enganador, comprometendo sua reputação. Já o comprador deve ficar atento justamente para não ser enganado: deve-se pagar nos produtos o que eles, de fato, valem!

Neste post, esclareceremos tudo sobre carros usados e seminovos. Leia e tire suas dúvidas!

Como está o mercado de carros usados e seminovos no Brasil?

Atualmente, há uma demanda elevada por carros usados e seminovos, considerando que nem sempre é possível comprar um veículo zero, mesmo com as facilidades que um financiamento pode oferecer.

Além disso, em muitas ocasiões, adquirir um veículo usado ou seminovo pode oferecer um ótimo custo-benefício, já que existem carros nessas condições muito bem equipados e em excelente estado de conservação.

Dessa forma, o vendedor pode encontrar boas oportunidades de vender seu auto usado ou seminovo e sair lucrando ou perdendo pouco. Hoje, já existem concessionárias especializadas exclusivamente na venda de usados e/ou seminovos, o que atesta que eles são bastante procurados pelo público.

Até concessionárias que vendem carros novos costumam disponibilizar seminovos para a venda, o que também é uma boa opção para o negócio e para os clientes.

Fundamental para que todo vendedor compreenda é que, a partir do momento em que um veículo sai da concessionária, principalmente após ser registrado e começar a rodar, ele já começa a entrar no processo de desvalorização!

Que fatores distinguem carros usados e seminovos?

Idade e quantidade de proprietários

Os carros usados apresentam, na maioria das vezes, mais de três anos de fabricação e, geralmente, já tiveram mais de um proprietário. Os carros seminovos, por sua vez, apresentam, ainda, menos de três anos de fabricação e apenas um dono.

Quilômetros rodados

A classificação baseada na quilometragem, acordada entre os especialistas, ajuda a otimizar o mercado dos seminovos e usados, contribuindo para controlar a depreciação e diminuí-la, pois carros de maior qualidade são oferecidos aos consumidores, que pagam um preço melhor por eles. Para checar a quilometragem, basta consultar o odômetro.

No caso dos carros usados, a quilometragem costuma ser mais alta, chegando a atingir mais de 60 mil quilômetros rodados. Já para ser classificado como seminovo, o carro deve apresentar menos de 20 mil quilômetros rodados por ano desde que saiu da fábrica.

Conservação e custos de manutenção

Outra diferença entre carros usados e seminovos é que, por mais que os primeiros possam se encontrar bem conservados, é essencial analisar seu histórico. Atentar-se a alguns detalhes como a troca das peças originais, possíveis transtornos com o motor ou com a parte elétrica, amassos ou riscos na lataria e indícios de batidas ou sinistros é indispensável.

Os seminovos, é claro, são veículos mais novos e passam por revisões com certa regularidade. Nesse caso, as peças se encontram ainda mais bem conservadas que nos carros usados, e muitos desses veículos ainda contam com a garantia do fabricante. Um veículo com três anos de uso não apresenta, normalmente, muitas avarias e componentes muito desgastados.

Para compradores, vale a pena observar com cuidado o painel, o volante, os tapetes e o estofado. A lataria também diz muito sobre a conservação do veículo. Os lanterneiros recomendam observar a pintura em diversas partes da lataria, como nas portas, nos paralamas, no capô, e no porta-malas.

No caso de o carro haver sido repintado, o veículo apresenta diferenças de intensidade em determinadas partes. O capô e as portas devem estar alinhados. Quando há desalinhamento pode ser sinal de que o carro já sofreu algum tipo de sinistro, pois falta de alinhamento pode ser resultante de algum conserto). As bordas inferiores da lataria, nos carros seminovos, não exibem indícios de ferrugem.

A manutenção de carros usados, naturalmente, tende a custar mais caro, uma vez que ele apresenta mais problemas e suas peças vão deixando de ser fabricadas com o tempo.

Desse modo, o vendedor deve agir com o máximo de honestidade possível. Assim, se o comprador não identificar algum possível acidente, ele deve falar sobre isso se, de fato, esse detalhe for relevante para a segurança do comprador e para um negócio efetivamente bem-sucedido.

O preço

Pelo fato de terem sido usados por mais de três anos, os carros usados oferecem um preço inferior ao dos seminovos. Certos veículos com mais de 15 mil quilômetros por ano chegam a sofrer desvalorização de até 10% do preço na Tabela FIPE.

Logo, recomenda-se atentar bem para as condições do veículo, evitando fazer uma aquisição que saia muito cara no caso de serem necessários gastos futuros com a parte mecânica, a parte elétrica, a lataria ou os pneus.

Os carros seminovos, por sua vez, apresentam um preço de mercado superior ao dos usados, assemelhando-se mais aos veículos novos nesse ponto.

Para definir a precificação, convém estar a par do preço cobrado em carros usados e seminovos por empresas que são referências nesse setor. Assim, fica mais fácil conseguir um bom comprador.

Outros fatores

Vamos analisar outras características de carros usados e seminovos, de modo que não pairem dúvidas sobre como diferenciar uns dos outros.

Os fatores de diferenciação descritos acima devem ser considerados em conjunto e são relativos. Por exemplo, se um carro tem um ano de uso, mas já rodou 50 quilômetros ou mais e também trocou a embreagem, ele não deve ser classificado como seminovo, senão como usado. Outro exemplo são os carros clássicos que já têm mais de 15 anos de fabricados. Eles têm um elevado valor agregado e podem ser mais caros que automóveis novos de luxo!

É necessário, ainda, considerar que alterações na carroceria original (rebaixamento, inserção de novos acessórios) e defeitos no motor servem para classificar um veículo como usado, ou seja, ele deverá ser vendido por um preço mais baixo. Outros pontos a considerar são:

  • Barulhos estranhos quando o motor está ligado;
  • Dificuldades na hora de trocar de marcha;
  • Ruídos estranhos na transmissão;
  • Embreagem muito dura;
  • Estado das mangueiras, filtro do motor, correias e terminais dos cabos da bateria.

documentação, seja para um carro usado ou um seminovo, é fundamental. O vendedor deve deixar tudo preparado para fazer um negócio honesto e seguro.

Para o comprador, os carros seminovos costumam ser um bom investimento a longo prazo, com preço de mercado menor que o de um carro zero e maior que de um carro usado. Já os usados são uma boa opção a curto prazo, sendo recomendados para as pessoas que precisam urgentemente de um veículo e não têm dinheiro suficiente para um investimento inicial mais alto.

Você viu que os carros usados e seminovos podem ser uma fonte atrativa de receita no mercado de veículos, mas é importante saber diferenciá-los e procurar um canal de vendas realmente eficiente.

Você já sabia diferenciar um carro usado de um seminovo? O que acha mais fácil de vender?

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