A depreciação do valor dos carros pela tabela Fipe é justa?

18/10/2017 depreciação de carro

É sabido que o preço que pagamos por um determinado carro não será o preço pelo qual o venderemos depois. A depreciação de carro novo acontece mês a mês. Ao final do ano, percebemos, então, que nosso veículo desvalorizou entre 10 a 15%. Isso tudo em apenas doze meses. Para saber o quanto o modelo está valendo no momento, basta consultar a tabela Fipe. No entanto, é importantíssimo ter em mente que o valor estipulado pela tabela não é, necessariamente, o correto. Baseada em todas as negociações envolvendo o veículo ocorridas no mês anterior, a Fipe estima uma média a fim de propiciar ao mercado um preço base para as negociações.

Em negociações, alguns compradores e vendedores — não só concessionárias e lojistas, mas pessoas físicas também — procuram basear os valores na tabela Fipe. Julgam ser o preço mais justo e correto, além de pensarem que, ao conseguir o montante definido na tabela, com certeza não estão saindo no prejuízo. Porém, essa estratégia pode acabar não sendo a mais inteligente, visto que a Fipe não considera alguns pontos importantes que influenciam no preço do veículo, como a quilometragem e o estado de conservação do carro. Esses fatores podem, não apenas afetar a depreciação de carro, mas, também, aumentar o valor do mesmo.

Pensando nisso, é justo negociar um carro com base na depreciação de carro calculada pela tabela Fipe? Além do valor de mercado, há diversos outros quesitos que deveriam ser analisados para determinar o preço de um carro. Confira o post abaixo para entender melhor como um carro desvaloriza e se é mais justo basear o preço de um automóvel pelo valor de mercado ou pela Fipe!

Como funciona a depreciação do valor de um carro

A taxa de depreciação de veículos não é calculada com base em achismos ou ‘olhômetros’. Há diversos critérios que avaliam qual a porcentagem de desvalorização que certo carro sofrerá. Dois dos principais, claro, são a situação do carro no mercado e o seu ano. Um modelo que esteja na moda, vendendo super bem e sendo objeto de desejo de muitos consumidores, mesmo sendo caro, tende a sofrer uma menor desvalorização — exemplo: o Honda HR-V, que está longe de possuir um preço popular mas mesmo assim, em 2016, desvalorizou em apenas 4,5%.

Dentre os outros quesitos, um dos mais atentados — no caso dos usados — é a quilometragem. Quanto mais rodado o veículo for, mais desvalorizado ele será. Esse é um dos quesitos de depreciação de carro mais imerso no senso comum dos consumidores, pois também infringe em outro fator importante: a conservação do veículo. Quanto mais afetado mecanicamente estiver o automóvel, menor será o seu valor — algo que a tabela Fipe não considera em seus cálculos. O estado do carro, inclusive, é um ponto de polêmica em negociações diretas com lojistas. De acordo com os consumidores, as concessionárias inventam problemas no automóvel para descer cada vez mais o preço — não tem jeito, a melhor avaliação de carros usados é a da Instacarro.

Ainda há outros diversos fatores com menos destaque a serem considerados — um exemplo é se o automóvel sofreu ou não alterações em sua carroceria ou mecânica. No entanto, a situação de mercado do veículo, o seu estado de conservação e a quilometragem podem ser considerados os quesitos mais influentes na porcentagem de desvalorização de um carro.

Depreciação de carro por categoria

Acima, listamos uma espécie de tabela de depreciação dos carros, com os principais fatores que contribuem para a desvalorização de uma veículo. Entretanto, vale ressaltar um ponto: certas categorias, dependendo da situação do mercado, desvalorizam menos do que outras. Os SUVs, famosos carros grandes, tem sido umas das categorias menos desvalorizadas recentemente. O Honda HR-V, em 2016, foi o menos desvalorizado de todo o mercado automobilístico, com 4,5% de queda no preço. Curiosamente, em segundo lugar, logo depois do HR-V, ficou o Jeep Renegade, com 6,4% de desvalorização.

Outras duas categorias que a depreciação de carro não afetou muito são os hatches de entrada e os hatches compactos — consideradas os segmentos mais populares de carros. Em 2016, o compacto Ônix desvalorizou em 8,3%, enquanto o Up!, de entrada, teve 9,4% de depreciação. Duas das menores quedas em todo o mercado. Por possuírem preços mais baixos e serem carros extremamente comercializados, a tendência realmente é que os valores dessas categorias caiam menos. Já com veículos mais caros, é mais provável que a depreciação de carro seja maior.

Um ótimo exemplo disso é a categoria dos hatches premium. O bem quisto Mini Cooper desvalorizou em 15,5% — isso que o modelo foi o terceiro da categoria que menos caiu o preço. No segmento, o 500 da Fiat foi o menos depreciado, com 13,4%. Carros caros e, principalmente, não tão aspirados pela grande massa de consumidores terão sempre uma expressiva queda de valor.

Depreciação de carro: tabela Fipe x valor de mercado 

Tratar a Fipe como uma tabela de desvalorização de carros pode acabar sendo o maior erro de quem quiser negociar um carro. Como dito antes, a tabela Fipe não considera vários quesitos se tratando de depreciação de carro: quilometragem, situação de mercado e estado de conservação são apenas alguns deles. Inclusive, um carro que esteja com a carroceria inteira, mecânica boa e com o histórico de revisões perfeito pode acabar possuindo um valor no mercado maior do que o presente na tabela Fipe.

Nessas situações, o proprietário pode acabar perdendo dinheiro se decidir executar a venda pelo valor da tabela. Pensando em um caso de caráter oposto, também não faz sentido cobrar o valor da Fipe por um carro amassado, endividado e que não foram feitas as revisões. Por mais que, na tabela esteja um certo valor para esse modelo, nesse caso, o carro não chegaria nem perto do montante da Fipe. Portanto, para determinar o valor de um veículo, tanto para compra quanto para venda, o mais sensato e justo é avaliar completamente todos os quesitos que poderiam desvalorizá-lo, a fim no preço correto — reitera-se: o valor final pode acabar sendo tanto menor quanto também maior do que o da tabela.

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