É possível vender um carro financiado? Descubra aqui!

29/10/2018

Saber se é possível e quais os procedimentos corretos para vender carro financiado é uma questão importante que precisa ser vista com atenção pelos consumidores que tenham esse objetivo.

Por mais que dificilmente alguém compre um veículo financiado pensando em vendê-lo antes mesmo de terminar de pagar as prestações, existem diversos fatores que podem influenciar na tomada dessa decisão, desde problemas financeiros até o desejo de trocar de veículo.

Para ajudar a esclarecer questões relacionadas ao tema, neste artigo vamos falar sobre qual deve ser o procedimento certo, caso surja a necessidade de desfazer-se do veículo antes mesmo de sua quitação.

Se você quiser saber mais sobre o assunto e se informar sobre as possibilidades que a negociação oferece, continue a leitura e confira.

É possível vender um carro financiado?

A resposta é sim.

Ninguém está 100% livre de imprevistos financeiros, sendo assim, por mais criteriosa que a compra de um veículo financiado seja, podem acontecer situações que levem o comprador a tomar a decisão de vender o carro antes do contrato de financiamento chegar ao fim.

Uma maneira de vender o carro financiado é encontrar um comprador que pague à vista o valor do veículo, possibilitando assim a quitação da dívida junto à financiadora. Nesse caso, o ideal é o proprietário receber o valor e pagar o restante da dívida de uma vez só, sendo possível inclusive, obter descontos referentes aos juros cobrados, entre outros pontos.

O outro modo de comercializar o carro financiado é transferir o financiamento para outra pessoa, que por sua vez vai assumir a dívida a partir do momento da negociação. Nesse caso, além do comprador, também será necessário a aprovação de crédito do banco ou instituição financiadora para conclusão da transferência. O indicado é se certificar de que o comprador seja realmente capaz de pagar a dívida antes de fazer qualquer proposta ao banco.

Qual o procedimento correto para se vender um carro financiado?

Antes de vender o carro financiado é fundamental que o proprietário se informe sobre qual é o valor que ainda resta da dívida, a fim de saber ao certo quanto ainda falta para quitar o contrato e a diferença do montante entre os pagamentos no tempo normal e antecipado.

Outro ponto importante é se certificar de que não há pendências financeiras relacionadas ao veículo como impostos, multas e demais restrições que podem impossibilitar a concretização do negócio. Caso exista alguma pendência o dono pode pagá-la ou optar por abater o valor do preço de venda, de acordo com as condições negociadas com o possível novo proprietário.

Quais os pré-requisitos para repassar o financiamento ao comprador?

Antes de se decidir efetivamente pela venda do veículo, é preciso que o consumidor se informe em relação aos pré-requisitos exigidos pela financiadora. No geral é exigida a mesma documentação do contrato inicial, assim como o procedimento de aprovação de crédito.

Esse procedimento de repasse da dívida deve ser feito de acordo com a legislação vigente, por isso, é preciso que o vendedor se informe a respeito do assunto, a fim de agir da maneira correta. Um ponto importante a ser levado em consideração é que se o banco/financiadora não aprovar a transferência depois da análise de crédito, a dívida não poderá ser repassada.

Quais as tarifas a serem pagas para o repasse?

Existem tarifas que precisam ser pagas para fazer o repasse do financiamento de um carro. Como no geral o motivo para a venda do carro nessa situação acontece por problemas financeiros, é preciso que se preparar para pagar as tarifas que podem passar de 1000 reais, de acordo com a instituição.

Para evitar contratempos e/ou mal-entendidos é importante que todos esses esclarecimentos sejam feitos já no momento da negociação, a fim de deixar claro todas condições do negócio.

Quais os cuidados necessários para fazer essa transação com segurança?

Na hora de transferir o financiamento para outra pessoa é indicado que sejam tomados alguns cuidados para garantir que nenhuma das partes sejam prejudicadas e tudo saia como esperado. Entre os principais cuidados estão:

Tome cuidado com contrato de gaveta

Uma dica importante é evitar fazer contratos de gaveta e sem conhecimento do credor. Toda transação e contrato é pautada na confiança entre as partes envolvidas, por isso o ideal é que essa modalidade seja evitada.

Por mais burocrático que o processo de transferência seja, ele deve ser feito dentro do que a lei exige, caso contrário corre-se o risco de as partes não estarem devidamente representadas perante a legislação.

Na prática isso significa que por mais que um primeiro momento a simples transferência do boleto pareça a melhor opção, essa não é a melhor atitude, uma vez que caso aconteça qualquer imprevisto como falta de pagamento, entre outros, as consequências serão cobradas do comprador inicial, se a transferência não for feita de acordo com as exigências do credor.

Como o novo comprador não assinou um contrato formal com o credor, ele também não poderá ser cobrado judicialmente, cabendo a quem assinou o contrato arcar com as consequências. Se tudo estiver de acordo com a lei e as regras exigidas, o processo de transferência não apresenta dificuldades em sua execução.

O importante é seguir todas as etapas e fazer tudo de acordo com a lei, a fim evitar problemas desnecessários, que podem inclusive complicar ainda mais uma situação financeira que já está delicada. O ideal é entrar em contato com o banco ou financiadora, explicar a situação e se informar sobre como deve ser feito todo o procedimento.

Com diálogo franco e compromisso é possível resolver essa situação com segurança jurídica e sem comprometer a credibilidade de seu nome no mercado.

Neste artigo falamos sobre a possibilidade de se vender carro financiado, assim como as exigências e burocracias exigidas na negociação. O ideal, no entanto, é que o consumidor adote um planejamento financeiro bem estruturado e tenha uma reserva financeira capaz de suprir suas necessidades em casos de dificuldades momentâneas. Quanto maior a organização das finanças, melhores são os resultados alcançados.

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