Como é o comércio de carros na Europa? Veja aqui!

03/07/2018

A todos os entusiastas dos “quatro rodas”, o mercado europeu sempre simbolizou um sonho, com uma vitrine abundante dos mais variados modelos de carros, das mais consagradas montadoras. Pensando nisso, comum a todos os aficionados por automobilismo, desenvolvemos este post.

Hoje, você conhecerá as principais características do comércio de carros na Europa, além de aprender sobre as inúmeras diferenças desse mercado em relação ao brasileiro e latino-americano. Portanto, acomode-se e “embarque” nessa aventura de saudosismo europeu!

As diferentes civilizações e os diferentes estágios

Sobretudo, há de se reconhecer que a UE (União Europeia) possui uma longa trajetória desenvolvimentista, seja no critério acadêmico, ambiental, industrial ou mercantilista. Por isso, até certo ponto, as disparidades são compreensíveis.

A primeira diferença está nos institutos responsáveis pelos testes de desempenho em segurança embarcada. O Brasil, constituinte da América Latina, submete os carros comercializados aqui ao Latin NCAP. Veículos comercializados na UE são fiscalizados e pontuados de acordo com a Euro NCAP.

O Latin NCAP consegue atestar com bastante precisão e excelência os parâmetros de segurança dos automóveis. Entretanto, o instituto europeu é um pouco mais rígido ao consagrar as 5 estrelas possíveis.

Em contrapartida, o teste de colisão frontal do Latin apresenta os mesmos parâmetros técnicos realizados no Euro. Consolidando o argumento da bagagem científica ser maior na Europa, o site do instituto latino justifica não realizar os demais testes pela jovialidade do programa.

Além disso, afirmam que devido a regulamentação 94, instituída pela ONU, os testes de impacto frontal já fornecem dados suficientes para a formação de um crivo, capaz de averiguar e classificar a performance do veículo. Por fim, há a promessa de que conforme o programa se desenvolva, novos testes serão implementados na cartilha.

De fato, a pauta segurança é vista com máxima prioridade em território europeu. Para contextualizar ainda mais as diferenças, recentemente, a Comunidade Europeia deu mais um passo audacioso no tema: foram iniciados debates com a indústria automobilística sob a luz do projeto Europe on the Move, que propõe inúmeros itens de segurança embarcada, logo nas versões de entrada dos modelos, isentando os futuros proprietários de arcarem com esses itens, enquanto opcionais.

A comissão determina que a partir de 2021, todos os veículos comercializados na Europa venham equipados de série com:

Caixa-preta para armazenar os dados de uma colisão, para posterior conferência;

Assistente eletrônico de permanência em faixa;

Frenagem automática em iminência de colisão;

Câmera de ré;

entre outros.

A solução que mais divide opiniões, considerando o questionamento ético, é o de implementar um aferidor de teor alcoólico do motorista, podendo impedir o acionamento do motor na circunstância de um teor acima do permitido. Pode parecer muita coisa, mas já diz o ditado: o preço da segurança é a eterna vigilância!

As precauções podem soar exageradas, mas tratando-se de vidas, o argumento e preocupação dos europeus são sólidos. O projeto pauta a implementação das medidas baseado em estimativas que apontam que mais de sete mil vidas serão poupadas, evitando mais de 38 mil ferimentos, apenas na janela entre 2020 e 2030.

As especificidades do comércio de carros na Europa

À parte de todo o preciosismo europeu com a segurança, existem outros fatores que distanciam esse mercado do nosso. Confira!

Impostos

Desde os primórdios, os tributos são uma realidade cotidiana à grande maioria das civilizações. Entretanto, o mercado europeu apresenta algumas soluções diferenciadas na cobrança da taxa veicular, o equivalente ao nosso IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores).

Especificamente em Portugal, anualmente paga-se o IUC (Imposto Único de Circulação). Até então, nada de novo. No entanto, o governo português interpreta por justo que o indivíduo pague o imposto de acordo com o potencial nocivo do veículo, tanto ao meio ambiente quanto às vias públicas, e não de acordo com o valor do bem, como é o nosso IPVA.

Portanto, os parâmetros de cálculo do IUC consideram:

Tipo do veículo;

Peso. Quanto mais pesado, maior o desgaste das estradas, portanto, maior tributação;

Ano de fabricação. Carros antigos possuem níveis superiores de emissão de CO²;

Combustível. Quanto mais limpo e eficiente energeticamente, mais barato o imposto;

Cilindrada (nos veículos a combustão). Quanto maior a cilindrada, maior o potencial de emissões.

O modelo de tributação deles pode não ser o perfeito, mas você há de concordar que tenta-se ao máximo mitigar os abusos, tributando coerentemente de acordo com o dano estimado. Em tempo, ainda utilizando o exemplo praticado em Portugal, existem as seguintes taxas:

Transferência documental do veículo, em torno de € 65;

Inspeção anual, exclusiva aos automóveis com mais de quatro anos de fabricação, custando em torno de € 30.

​Seguro

O mercado europeu impõe a obrigatoriedade de assinar um seguro. Não há um preço fixo, pois assim como os nossos, existem diferentes pacotes, opções e coberturas, também variando de acordo com o perfil do condutor. Destoa do mercado brasileiro apenas na obrigatoriedade.

Veículos

A Europa é o berço de inúmeras montadoras consagradas mundialmente, carregando uma extensa tradição e paixão pelo automobilismo. Por isso, uma forte característica do mercado europeu é dar plenos poderes aos proprietários, para que customizem seus carros como bem entender.

Olha que nem listamos os opcionais! Isso acontece porque, desde a década de 90, o consumidor brasileiro demonstra maior aceitação pela aquisição dos itens em pacotes, porém, perde-se a oportunidade de escolher especificamente pelo que se pagará, como na Europa.

Quer simular mais configurações como essa? Dê uma “brincada” com os configuradores da “Volks“, simulando modelos em Portugal e no Brasil. Caso tenha tempo, compare nos configuradores de outras montadoras também.

Por fim, conclui-se que o Brasil ainda é um país acanhado na indústria automobilística. Mas não pense que essas questões são puramente demográficas, tendo em vista a pequena população portuguesa comparada à brasileira — 10 e 207 milhões, respectivamente.

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