Valor de carros: aprenda como fazer cotação de veículos

28/05/2018

Há uma variedade cada vez maior de modelos de carros à disposição. Alguns contam com as mais inovadoras tecnologias, enquanto outros são modelos mais básicos; há aqueles ideais para uma ou duas pessoas e alguns capazes de comportar confortavelmente uma família grande. E isso sem falar nas variações de design, de potência e, é claro, de montadora. Nesse contexto, como acertar ao fazer a cotação de veículos e descobrir um valor do carro que mais se aproxima das suas características?

Saber exatamente o quanto um automóvel vale é fundamental no momento de revendê-lo, para que você não se saia mal em um negócio e acabe aceitando um valor abaixo do possível pelo veículo. O mesmo acontece no caso de adquirir um carro usado: ao ter ciência do valor real dele, você não aceitará preços mais elevados.

Além disso, conhecer a cotação de veículos é importante para que, no ato da compra, você entenda o valor carro que poderá conseguir por ele futuramente, quando for trocar de automóvel. Assim, evita-se adquirir um modelo com alto potencial de desvalorização, o que complicaria a situação na hora de comprar outro.

Mas como, então, evitar erros e confusões nesse quesito? Alguns métodos certeiros vão ajudar, assim como o entendimento de como funciona a tabela FIPE, que é a grande referência no mercado automobilístico com relação à valor de carros. Quer ficar por dentro? Continue a leitura!

Qual a melhor forma de fazer cotação de veículos?

Para a maioria das pessoas, a compra do primeiro carro significa a realização de um sonho, que se concretiza depois de muita determinação, planejamento e, principalmente, economia.

Afinal, para a aquisição desse veículo inicial, há diferentes tipos de financiamento de carro, mas você não possui um modelo anterior que possa ser vendido para bancar a compra ou até mesmo para ser trocado pela sua nova opção.

Para tanto, é necessário ficar atento a alguns pontos específicos que vão ajudar bastante a fazer a cotação do veículo e, consequentemente, no processo de compra ou de venda do carro. O que avaliar quando começar a pesquisar modelos, com dúvidas como “carro Up valor”, “valor do carro Ônix” ou “valor do carro Mobi”? Veja só:

1. Conheça o seu carro

Vai vender? Conhecer o seu carro é fundamental. Mais à frente, você vai entender como isso pode ser feito com a tabela FIPE (tabela de valores de carros), mas é algo importante antes mesmo de chegarmos lá.

Quilometragem e ano de fabricação são informações concretas e imprescindíveis para fazer a cotação de veículos. Mas como você cuida do seu carro? Ele passa por manutenções preventivas com regularidade? Recebeu upgrades? Conta com diferenciais em relação ao modelo direto da fábrica? Tudo isso também pode fazer com que o automóvel valha mais.

Além disso, é interessante entender o quanto a tecnologia e os recursos disponíveis no seu carro estão alinhados com os modelos disponíveis atualmente. Isso ajuda muito a como saber o valor comercial dos carros.

2. Saiba o que procura em um carro

Vai comprar? Então, saiba que carro procura antes de começar efetivamente a pesquisar entre anúncios e concessionárias.

Tudo bem, você não precisa saber o modelo exato ou, então, pode se manter aberto para algumas opções de modelos, porque cada um terá o seu diferencial, ao pesquisar valor do carro Up ou o valor do carro HB20 leve isso em consideração.

O importante é ter uma lista fechada das funcionalidades, recursos e outros detalhes sobre o carro que deseja adquirir. Dessa maneira, é mais fácil fazer uma pesquisa sobre a real cotação dos veículos que se encaixam nessas características ou que são dos modelos desejados.

Ademais, como há um foco, você evita ser “convencido” a comprar algo que não queira ou não precise — como um carro espaçoso sendo que você vai dirigir sozinho quase sempre. O mais caro e mais moderno não é a melhor opção para todo mundo! Há diversas opções de carros de até R$ 20 mil, por exemplo, para quem quer ou precisa economizar. Mas isso você já precisa saber ao pesquisar na internet  “valor carro Up” ou “carro Ônix valor”.

3. Aproveite as facilidades da internet

Agora falando diretamente sobre como fazer a cotação de veículos, considerando os pontos que levantamos anteriormente, é hora de conversar com quem mais entende do assunto. Isso precisa ser feito pessoalmente, em uma concessionária ou com um amigo que trabalha com valor dos carros usados, por exemplo? Pode ser, mas, para facilitar, aproveite os recursos da internet!

Além da tabela FIPE, a maior referência do assunto, há ferramentas digitais facilmente acessíveis que você pode visitar para fazer a cotação do seu veículo ou descobrir quanto vale um carro usado do modelo dos seus sonhos. Isso é muito fácil, vai encontrar respostas rápidas se apenas teclar “Up carros valor”. Essas ferramentas estão disponíveis, por exemplo, nos sites de algumas revendedoras.

Com esse número em mãos, você tem uma média de quanto é ou não aceitável pagar ou cobrar pelo veículo em questão.

Como saber se o seu carro está com bom valor de mercado?

Além do modelo, da quilometragem, do ano e dos recursos do carro, é preciso levar uma série de fatores em consideração para descobrir não apenas o valor de cotação do seu veículo, mas também para analisar se ele está com um bom valor de mercado. Isso ajudará a decidir se o momento atual é a melhor hora para vendê-lo ou se é recomendado esperar.

Por outro lado, se a sua intenção for adquirir um veículo usado, a análise do valor de carros usados pode ser feita com o mesmo objetivo: ver se esse é o momento de conseguir um bom preço ou se ele está muito valorizado no mercado e, consequentemente, mais caro.

Antes de mais nada, é preciso entender que, se o seu carro atual foi adquirido quando era 0 km, ele começou a ser desvalorizado no momento em que saiu da loja. Ficar com expectativas de conseguir algo próximo a valores de carros novos não é o melhor caminho. Aliás, você sabia que, nos dois primeiros anos do carro, a desvalorização é mais forte? Nos anos seguintes, ela fica estabilizada na faixa dos 10%. Carros usados, é claro, já chegam para você com uma boa dose de desvalorização. Deste modo, pensar em valores de carros populares é a melhor maneira de não se frustrar, como em carros no valor de 15 mil ou carros no valor de 25 mil.

De maneira geral, o momento ideal de vender o seu veículo é quando o gasto com manutenções ultrapassa 10% do valor de venda — ou seja, da cotação de veículos — do carro. Quando ele chega nesse ponto, ainda é possível lucrar com a venda dele, mas o tempo está esgotando. Então, fique atento e comece a preparar a venda o quanto antes.

Afinal, pode ser que demore um pouco até que você efetivamente consiga vender o carro, especialmente se fizer isso por conta própria e preferir a possibilidade de vender carros na internet, por exemplo. Em uma revendedora, pode haver uma desvalorização de 20% a 30% além da cotação do automóvel, mas, em compensação, você consegue vendê-lo mais rapidamente e ter mais garantia e segurança na transação.

Considere, por exemplo, o fato de que muitas pessoas interessadas no seu carro, especialmente se ele não for um modelo com bom valor de mercado, vão oferecer propostas de troca. Com isso, você sai da negociação sem nenhum dinheiro na mão, ou seja, sem liquidez. Dessa forma, será bem mais complicado conseguir comprar um novo carro.

A importância das revisões e das manutenções preventivas

Quando o carro começa a dar muito trabalho e a ir com muita regularidade para a oficina (gerando, consequentemente, gastos altos), o primeiro pensamento de muitos é que chegou a hora de vendê-lo. Pode ser verdade! Mas, antes, pense: por que seu carro está tão problemático?

Se ele realmente estiver ficando “velho” — ou seja, quando as manutenções são resultado do ano de fabricação e da quilometragem —, é realmente hora de substituí-lo por um modelo mais moderno, potente e confiável. Entretanto, muitos carros requerem visitas frequentes à oficina por falta de cuidado na revisão.

Uma revisão completa feita com regularidade e manutenções preventivas, que eliminam e consertam pequenos problemas antes que eles se tornem situações complicadas e caras, é capaz de proporcionar uma maior sobrevida ao veículo e, com isso, valorizar o carro.

Um carro que recebe pouca atenção se desvaloriza mais rapidamente, muitas vezes devido a complicações que poderiam ter sido facilmente evitadas. Portanto, investir em manutenções preventivas e em revisões regulares pode demandar mais tempo e dinheiro, mas se mostra uma decisão com ótimo custo-benefício na hora de revender o automóvel.

Prazo de validade

Para carros comuns e médios bem cuidados, o período de cinco anos costuma ser o mais indicado para que você permaneça com o veículo e ainda consiga vendê-lo por um valor interessante. Enquanto isso, um carro importado e/ou luxuoso tem um prazo menor.

Isso acontece por que automóveis contêm muitas peças de borracha e de plástico, materiais que têm maiores chances de deterioração após cinco anos de uso. Afinal, durante todo esse tempo, as peças estiveram sobre a ação do calor e foram muito utilizadas. Por isso, podem perder a elasticidade, tornando-se mais quebradiças e rígidas.

As buchas, mangueiras, coxins, vedadores e pneus também seguem o prazo de validade de cinco anos. Como resultado, carros rodando além desse período vão parar na oficina mais frequentemente. Como você percebe, quando se trata de carros, valores podem ter mais de dois pesos e duas medidas.

Outra consequência é que, para evitar possíveis reclamações e contratempos, algumas concessionárias não aceitam carros com mais de cinco anos. Entretanto, esses automóveis ainda podem ser aceitos em uma troca — nesses casos, as concessionárias normalmente os repassam para lojistas independentes em vez de vendê-los no próprio estabelecimento.

E por que os carros de luxo desvalorizam mais rapidamente? Eles têm índices de depreciação em torno dos 15% aos 20% ao ano. Isso é ocasionado pelo custo de manutenção, um problema presente em todo automóvel dessa categoria.

Um carro importado de luxo pode custar, em média, três vezes mais do que um carro nacional de um modelo médio. Mas, para consertá-lo, o valor pode chegar a até oito vezes mais. Então, o recomendado é trocá-los a cada três anos para não sair no prejuízo. Se você deixar esse período se esgotar, muitas seguradoras sequer aceitarão cobrir seu carro!

Quilometragem

Por mais bem cuidado que seja o seu carro, não dá para negar que, quanto mais ele roda, mais rapidamente ele se desgasta e reduz seu valor de mercado. Portanto, esse é outro ponto que não pode ficar de lado na hora de analisar o valor de carros.

Ainda falando nos carros de luxo, eles permanecem com um índice de interesse que é vantajoso pra o dono por até, no máximo, os 50 mil km rodados. Já os carros médios e comuns nacionais podem rodar até 100 mil km antes de se tornarem uma dor de cabeça.

Quando o automóvel chega nesse estágio, visitas à oficina podem servir como “curativos provisórios”, mas não se engane: a hora de trocá-lo já passou. Quem compra um carro com mais de 100 mil km de quilometragem deve contar com uma reserva para eventualidades — o que, para quem vende, reduz o valor de mercado.

Lançamentos da montadora

Algo que muitas pessoas deixam de analisar para saber a valorização do seu carro no mercado são os lançamentos da montadora. Isso mesmo! As novidades da indústria automobilística podem diminuir o valor possível para venda do seu veículo.

O carro que você possui pode sofrer uma desvalorização repentina se a montadora fizer mudanças de ano ou de modelo a ele. Se um carro similar ao seu chegar ao mercado com mais tecnologia e potência, o seu automóvel não valerá mais tanto quanto antes. O mesmo acontece se ele sair de linha definitivamente. Carros no valor de 40 mil podem cair para bem menos quando isso acontece.

Às vezes, acontece também de uma montadora dar uma renovada em seu catálogo e, com isso, diminuir o preço dos modelos mais antigos para dar destaque aos novos produtos — isso acontece muito quando uma geração nova de veículos é lançada. A redução de preços na montadora resulta em uma diminuição semelhante no mercado dos usados e seminovos. Portanto, fique de olho e previna-se!

Para que serve a tabela FIPE?

tabela FIPE foi criada em 1973 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), a maior referência nacional no mercado de veículos usados e seminovos.

Além de servir como principal fonte para quem quer vender ou comprar um desses carros, a tabela é usada pelas seguradoras como base para a definição de valores de cobertura. Até mesmo o IPVA segue os números da tabela FIPE para definir os impostos de cada veículo. Se você procura como avaliar o valor de um carro, a tabela FIPE pode ser um dos caminhos.

E como a FIPE monta a sua tabela? As informações são definidas de acordo com uma coleta completa e atualizada dos preços de automóveis (carros, motocicletas e caminhões) novos, usados e seminovos em todo o mercado nacional. Em seguida, os pesquisadores descartam os valores muito altos ou muito baixos, pois são uma discrepância estatística.

Todos os preços que sobrarem são utilizados no cálculo da média — esse é o número oficial que vai para a tabela FIPE e ao qual você terá acesso ao pesquisar a cotação de veículos. Esse levantamento é feito todos os meses. Os valores são separados por versão, potência do motor, ano, modelo e/ou montadora do automóvel, possibilitando a pesquisa nessas categorias. Explicaremos melhor como pesquisar na tabela no próximo tópico!

Mas falamos dos preços muito altos e muito baixos, que são ignorados no cálculo da média. Esses valores existem porque a tabela FIPE é uma referência, e não uma obrigatoriedade. Além disso, como também já explicamos, há uma série de fatores para além das características consideradas pela tabela e que podem desvalorizar o veículo, como estado de conservação e quilometragem.

Assim, é importante lembrar que, se o seu veículo tiver alguma condição especial, como ser de um modelo raro ou praticamente não ter rodado mesmo após cinco anos, você pode pedir um valor mais elevado do que o apresentado na tabela FIPE.

Mesmo nesses casos, entretanto, saber qual é o preço mostrado na tabela e por que o seu é diferenciado permite que você tenha argumentos se um possível comprador questionar o preço determinado. Enquanto isso, nas lojas, há taxas, comissões e outros pontos que fazem com que o preço de um carro seja mais alto do que a média calculada pela FIPE.

Como usar a tabela FIPE?

Agora que você sabe qual é o objetivo da tabela FIPE e como a Fundação chega aos valores apresentados ali, vamos entender exatamente como usá-la. Dessa forma, você terá mais facilidade na hora de usar essa ferramenta tão importante para verificar a cotação de veículos e fechar um negócio interessante ao vender ou comprar um automóvel, pois ela é a mais usada quando o assunto é definir o valor de carros usados.

A consulta à tabela FIPE pode ser feita pelo site ou pelo aplicativo oficial da tabela, disponível gratuitamente no Google Play e na App Store. Os dados são divididos em três categorias, de acordo com os tipos de veículos analisados pela Fundação:

  • carros e utilitários pequenos;
  • caminhões e micro-ônibus;
  • caminhões.

Veículos para uso profissional ou especial, como ônibus para transporte público e ambulâncias, por exemplo, não têm seus preços avaliados pela Fundação.

Os dados são atualizados no início de cada mês, fazendo com que os valores apresentados permaneçam sempre relevantes e confiáveis em relação à realidade atual do mercado automobilístico. É possível também fazer uma pesquisa das médias de preço dos meses e até mesmo anos anteriores.

Para escolher a marca do veículo, selecione a opção desejada entre a lista de todas as disponíveis para consulta, ou digite a informação no campo “busca”. Vale a pena destacar que você deve saber qual veículo deseja pesquisar para usar a tabela FIPE; ela não é voltada, por exemplo, para descobrir quais são os carros mais baratos no momento.

Escolhida a montadora, faça o mesmo para o modelo e para o ano de lançamento do veículo. Em seguida, é só clicar em pesquisar para ter acesso ao preço médio! Você também receberá o código FIPE do veículo, que é referente às informações dele na tabela. A pesquisa pode ser feita diretamente por esse código, facilitando o acompanhamento mês a mês da média de preço do seu carro, por exemplo.

Como calcular o preço de valorização do carro?

Já que a tabela FIPE possibilita a pesquisa do valor médio do seu carro nos meses anteriores, você pode conferir esse valor desde o lançamento e desde o momento de aquisição do seu carro.

Com isso, é possível não apenas ver o quanto ele desvalorizou ao longo dos meses, mas também fazer um cálculo simples para verificar o quanto o índice de desvalorização vem aumentando. Dessa forma, você consegue ter uma ideia, ainda que não exata, de quanto ele deve valer daqui a um ano, por exemplo, se for quando pretende trocá-lo.

Além disso, você pode analisar algumas informações que fazem com que o carro valha mais ou menos do que o indicado pela tabela FIPE, como:

Pois é, até mesmo a cor do veículo influencia em sua desvalorização. No geral, carros brancos, que são extremamente populares e fáceis de personalizar com outras cores, tendem a valer mais. No Rio Grande do Sul, onde os táxis têm um tom de vermelho vivo, essa cor é menos valorizada pelos motoristas comuns.

Enquanto isso, diferentes estados ou regiões podem ter mais procura por determinado modelo de veículo, como as caminhonetes, que apresentam um menor índice de depreciação no Centro-Oeste brasileiro.

Portanto, pegue o preço médio apresentado na tabela FIPE e, depois, considere as características listadas acima — elas vão dar uma boa ideia para ver se seu carro está mais ou menos valorizado do que o padrão do mercado. Com isso, você terá informações mais concretas para decidir se é o momento de vender ou se é melhor esperar mais um pouco.

Os carros que já rodaram por um ou dois anos, por exemplo, ainda são considerados seminovos, o que os deixam um pouco mais valorizados. De dois a cinco anos, você tem em mãos um veículo usado. Depois dos cinco, já sabe: ele já é visto no mercado como sendo um automóvel velho e, por isso, desvaloriza ainda mais e com mais rapidez.

As exceções, é claro, ficam por conta dos modelos raros, que são altamente valorizados. Enquanto isso, os carros mais vendidos de cada montadora, aqueles que são o sonho de consumo de muitos brasileiros, também operam com um índice de valorização diferenciado.

Por isso, a pesquisa é fundamental antes de determinar o preço de venda. Você pode ter uma preciosidade em mãos e acabar vendendo sua joia a preço de banana ou, voltando aos carros comuns, adquirir um veículo desvalorizado por um preço elevado.

E então, pronto para acertar em cheio na cotação de veículos? Agora, aproveite para assinar a nossa newsletter gratuita e receber no seu e-mail todos os melhores conteúdos sobre carros!

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