Venda de seminovo — Uma perspectiva sobre o mercado brasileiro

20/03/2018

Adquirir um carro zero-quilômetro não é a única possibilidade para quem deseja ter um veículo. Em busca de condições diferenciadas, o seminovo é uma alternativa pertinente. Nesse quadro, os preços são menores, sem que a qualidade seja comprometida.

Quem já tem um automóvel, por sua vez, pode considerar o processo para rever parte do dinheiro e comprar um novo. Portanto, é fundamental conhecer as características principais dessa etapa.

A seguir, veja um panorama sobre a venda de seminovo e a venda de usado no Brasil e entenda como aproveitar mais chances de vender seu automóvel.

Um panorama sobre compra e venda de seminovos no Brasil

Os carros seminovos têm marcado grande presença no mercado brasileiro. Com qualidades especiais, como o valor reduzido, ganharam projeção, especialmente nos últimos anos.

O fato é que a mudança faz com que surjam novas oportunidades — tanto para quem vende, quanto para quem compra. Conhecer essas características, portanto, faz toda a diferença para uma análise concreta.

A seguir, conheça um panorama completo da situação de compra e venda de seminovo no país e saiba tudo.

Aumento das negociações no mercado

Em 2017, o mercado de seminovos e de usados no Brasil avançou 6,5%. Em números gerais, significa que mais de 14 milhões de vendas foram registradas, contra 13 milhões no ano anterior. Os veículos seminovos tiveram o menor crescimento, mas foram os mais vendidos. Ao total, foram 5 milhões de unidades comercializadas.

O resultado já tinha sido antecipado no primeiro semestre. De janeiro a junho de 2017, por exemplo, a venda de usados e de seminovos aumentou quase 10%. Novamente, os seminovos se destacaram e, nesse período, o volume de negociação teve uma elevação de 23,7%.

Entrada de modelos de luxo

Quanto aos modelos, uma nova tendência tem se mostrado interessante. Encontrar um Fiat Uno usado ou um Fiat Mobi usado não é difícil. Porém, as marcas de carro do mercado brasileiro têm se expandido, e isso se reflete, também, nas ofertas para quem deseja comprar veículos, mesmo que não sejam novos.

Atualmente, um nicho tem ganhado relevância nesse sentido: o de carros de luxo. Agora, os de marcas internacionais surgem como oportunidades para quem sempre desejou ter um modelo importado, mas não quer ou não pode gastar o valor de um zero-quilômetro.

Em vez de carros de R$ 20 mil, por exemplo, muitos procuram ofertas de veículos internacionais e famosos. Com um preço em conta, a aquisição atende necessidades e interesses, e a tendência é que o setor continue a crescer, já que é uma alternativa bastante vantajosa.

Influência de fatores econômicos e comportamentais

Em parte, o panorama de venda de seminovo e de usado está ligado às características do mercado. Em 2017, por exemplo, o Produto Interno Bruto cresceu 1%, e a expectativa é que ele aumente 2,8% em 2018. Após 2 anos de retração da economia, o crescimento volta a surgir no horizonte.

Somadas a esse ponto, estão questões como a diminuição da taxa de juros e a abertura do crédito. Com os esforços para gerar um novo panorama econômico, as pessoas podem comprar com mais facilidade. Para o futuro, isso também é verdadeiro, caso a economia brasileira atinja as projeções.

Além de tudo, pesa a favor do mercado de seminovos a mudança comportamental. Hoje, um de segunda mão é visto de um jeito diferente e encarado como uma oportunidade. Atualmente, as pessoas conseguem enxergar o valor de comprar um veículo seminovo ou usado, o que ajuda a tornar o panorama especialmente favorável.

Tendência consolidada de crescimento

Em 2016, mesmo dentro da crise, o setor de automóveis seminovos aumentou 19,6% em dezembro. Em novembro, o aumento foi parecido e se atingiu um número que foi 9,23% maior que o do período anterior.

Para 2018, a tendência é de crescimento. Como o cenário tem se mostrado positivo e consolidado, há a expectativa de que o ramo continue em pleno desenvolvimento. Isso é bastante oportuno tanto para quem deseja vender, quanto para quem pretende comprar. Desse modo, as revendedoras de carros usados terão cada vez mais pessoas interessadas na aquisição.

As diferenças entre seminovo e usado

Antes de falar em venda de usado ou de seminovo, entretanto, é fundamental entender que eles não são a mesma coisa. Apesar de fazerem parte de um grupo único — ou seja, o dos carros que não são zero-quilômetro —, há alguns aspectos que os diferenciam.

Conhecer esses pontos é fundamental para realizar boas escolhas e aproveitar corretamente o mercado e as oportunidades apresentadas. A seguir, veja quais são as distinções entre as duas classificações:

Tempo de uso

Por definição, a venda de seminovo é caracterizada quando o automóvel tem até 3 anos. É importante notar que o período se refere ao tempo de fabricação, e não ao de uso.

Com isso, imagine um veículo fabricado e comprado em 2015, como zero-quilômetro. Até 2018, ele será considerado um seminovo. Se o carro tiver sido comprado em 2015, mas fabricado em 2014, será classificado como um usado — mesmo que tenha um tempo de uso igual ao do outro caso.

Número de donos

Outra característica determinante para que o automóvel receba o título de seminovo é o número de donos. Nesse aspecto, é necessário que tenha tido um único proprietário.

Tal condição tem que ser atendida juntamente a todas as outras e, portanto, seu descumprimento descaracteriza a classificação. Ou seja, o veículo pode ter apenas 1 ano de fabricação, mas, se estiver em seu segundo dono, será considerado usado.

Quilometragem

Além do tempo de fabricação, a classificação depende da usabilidade do automóvel. Quanto maior for o seu uso, maior é a depreciação, o que leva à classificação como usado.

Para criar um limite justo, o carro deve ter até 20 mil quilômetros rodados por ano. Se foi fabricado há dois anos, por exemplo, o máximo é de 40 mil. Com essa classificação, é possível evitar a venda de seminovo que já rodou em excesso, pois ele será classificado como usado.

Estado de conservação

Naturalmente, um automóvel usado denota uma conservação menor que a de um seminovo, certo? Portanto, o estado do veículo também serve para determinar em qual linha o carro será enquadrado.

Quando o estado de conservação deixa a desejar, como com a lataria amassada ou com vários arranhões, pode ser que seja considerado usado — mesmo que atenda aos outros requisitos. Isso porque o novo proprietário precisará gastar com manutenção e reparos, além de a experiência de compra ser prejudicada.

Preço

Todos esses fatores levam a uma das principais distinções entre as classificações: o preço. Em geral, um veículo seminovo é avaliado como melhor e mais valorizado justamente por ser a opção mais próxima de um zero-quilômetro.

É comum que o valor de um seminovo seja maior que o de um usado. Contudo, é fundamental observar as características antes de fazer a comparação. É preciso que os modelos sejam equivalentes, assim como os demais pontos de caracterização, como o ano de fabricação e o estado de conservação.

Se o seminovo teve a produção descontinuada, se a manutenção é cara ou se existe algum problema, ele provavelmente será mais barato que um usado semelhante. Da mesma forma, modelos melhores de usados têm um custo maior que o dos seminovos básicos.

Fatores determinantes para a venda de seminovo

Depois de conhecer as diferenças de classificação, é o momento de entender como a venda de seminovo é realizada. Antes de pensar nas etapas burocráticas, é válido considerar o preço envolvido.

O valor depende de alguns fatores, já que nem todo veículo com a mesma idade terá um custo igual. Ao conhecer os aspectos, inclusive, será mais fácil chegar a um custo justo para a hora da venda.

Entre os pontos que exigem atenção, estão:

Tabela Fipe

A principal referência de valores para carros usados e seminovos é a tabela Fipe. Esse indicador é calculado pela média do preço de venda dos veículos de forma nacional, além de levar em consideração elementos como a depreciação e a correção monetária.

Como inclui uma metodologia robusta e um volume de dados muito grande, a tabela serve como a principal referência quanto aos custos. Mesmo que o valor cobrado não seja idêntico ao apresentado na tabela, ela serve para evitar grandes distorções e desvios, além de melhorar o poder de negociação.

Região de venda

Ao mesmo tempo, é fundamental conhecer qual é a região de venda. Enquanto a tabela Fipe é nacional, características especiais do estado e da cidade definem o aquecimento do mercado e os impactos que ocorrerão nos preços.

Quando a oferta é maior que a demanda, o custo cai para garantir a competitividade e a atratividade. Por outro lado, um mercado muito aquecido, normalmente, leva a um preço que pode ficar acima, inclusive, do valor de referência.

Portanto, é preciso estudar bem o mercado, verificar quais foram os preços de venda na região e definir um valor que seja justo para o seu veículo, desde que os outros fatores sejam considerados.

Cor

Nem todo mundo sabe, mas as cores de carro são determinantes para o montante de venda. Prata e branco, por exemplo, são alternativas populares. O preto e o cinza não ficam atrás, já que oferecem um visual clássico e muito funcional.

No caso do branco, entretanto, a popularidade é acompanhada de um preço menor. Em geral, é a versão mais barata, em comparação às outras neutras. Enquanto isso, um veículo prata consegue elevar o seu valor de maneira substancial.

Os coloridos, por sua vez, podem ter alguma rejeição. Os vermelhos são bem-aceitos, mas outros tons prejudicam a valorização. Se o seu carro tem uma cor excêntrica, portanto, é provável que o preço de venda seja reduzido.

Estado de preservação

Como visto, a conservação do automóvel ajuda a determinar se é um seminovo ou se o processo é uma venda de usado. Na hora de definir o valor, esse aspecto também é bastante determinante.

Um veículo que esteja com a manutenção em dia, com todas as peças originais e com os bancos preservados, por exemplo, terá um bom percentual de valorização. Paralelamente, aquele que precisa de manutenções frequentes levará a custos maiores, e a venda, portanto, é desvalorizada.

Para conseguir obter o melhor valor, o ideal é cuidar corretamente do automóvel ao longo do tempo. Na hora da venda, é possível aproveitar excelentes características.

Modificações

As modificações veiculares nem sempre são bem-vindas. Na verdade, praticamente toda transformação é indesejável, já que ela é feita apenas para atender às necessidades de quem o adquiriu inicialmente.

Mudar as rodas, rebaixar o carro ou até fazer uma pintura especial são fatores de desvalorização — e não o contrário. O uso de peças não autorizadas e a substituição de itens originais também conta negativamente. Para ter o melhor desempenho na venda de seminovo, portanto, o ideal é evitar essas transformações.

Procedimentos para realizar a venda de seminovo

Depois de enquadrar o seu veículo como seminovo e de reconhecer os pontos necessários para definir o preço, é hora de partir para o processo de venda. Ao final, você terá o dinheiro justo pelo carro e poderá usar o montante até para comprar um novo, se assim desejar.

Para ter sucesso, é preciso passar por uma etapa específica e com algumas características burocráticas. Ao saber o que deve ser feito, entretanto, fica fácil encarar o processo corretamente. A seguir, veja quais são os procedimentos para a concretização da venda:

Regularização dos documentos

Para que toda a etapa seja feita sem problemas para nenhuma das partes, é fundamental que tudo esteja regularizado. Para tanto, os documentos do veículo e do vendedor devem estar em dia.

Quanto ao automóvel, verifique se há multas pendentes, se a vistoria junto ao DETRAN permanece válida e se existe algum débito, como do IPVA. Deixar tudo organizado facilitará a venda e, inclusive, contribuirá para que o veículo seja um pouco mais valorizado.

Quanto aos documentos do vendedor, é preciso reunir CPF, RG, certidão de nascimento ou de casamento e certidão negativa de tutela ou de outros impedimentos de venda do patrimônio.

Elaboração da oferta

Em seguida, é o momento de fazer uma oferta consistente com o veículo, suas características, o mercado e os interesses. Novamente, a tabela Fipe serve como uma importante referência, já que determina, na média, quanto o item vale.

A oferta deve ser clara, conter todas as informações relevantes e ser direta ao ponto. Defina questões como forma de pagamento, prazo de entrega e valores envolvidos. Assim, atrair o comprador é menos complexo.

Captação de interessados

Não serve ter uma boa oferta e ninguém interessado em aproveitá-la. Para realizar a divulgação, vale a pena fazer uma captação ativa de possíveis compradores, como ao buscar revendedoras e locais com feirões de seminovos.

Caso pretenda procurar uma pessoa física para realizar a compra, prefira indivíduos com indicação, como amigos, conhecidos ou gente que tenha alguma relação com quem você conhece. Isso evita golpes e diminui os riscos de sofrer com algum tipo de violência ou ameaça.

Negociação de venda

Em seguida, é o momento de realizar a negociação da venda. É muito comum que a primeira oferta não seja aquela que é aceita, então é preciso debater valores e condições até que ambos estejam de acordo.

Nesse momento, tome cuidado para não terminar com uma venda por um valor muito abaixo do que o carro realmente vale. É conveniente utilizar técnicas de persuasão, além de demonstrar por que o item vale o quanto é cobrado por ele.

Também pode ser nessa etapa em que é feita a devida vistoria. O processo é indispensável para garantir a segurança da venda e gerar a certeza de que o comprador sabe, exatamente, o que levará ao finalizar a aquisição.

Transferência do veículo

Depois que as partes chegarem a um acordo, é o momento de realizar a transferência de propriedade do bem, que é fundamental para a segurança de ambos. Graças à transferência, quem compra tem a posse do veículo e quem faz a venda de usado ou seminovo se livra da responsabilidade legal.

O passo é feito por meio do recibo de venda, como é conhecido o Certificado de Registro do Veículo (CRV). Ele precisa ser preenchido de maneira completa e correta, e é exigida a comunicação da transferência junto ao DETRAN.

No geral, o processo de comunicação corre por conta do comprador, que faz o pagamento de uma taxa. É importante ficar de olho se tudo foi cumprido conforme o esperado. Ao final, a posse é definitivamente transferida e registrada, o que leva à conclusão da fase.

Tecnologias para a venda de seminovos

Antigamente, a venda de seminovo era baseada na prospecção de oportunidades e na realização de etapas estritamente presenciais. O processo era pouco prático justamente porque era feito de maneira inteiramente manual.

Com a entrada da tecnologia na vida das pessoas, entretanto, isso tem mudado. Graças aos diferentes recursos, é possível apostar em novas possibilidades para conseguir uma venda melhor, mais segura e prática.

A seguir, conheça algumas tecnologias que têm ajudado a fazer uma venda de usado de jeito prático:

Redes sociais

Ainda que elas sirvam para conectar pessoas e interesses, as redes sociais são excelentes meios para as vendas. Diversos produtos encontram espaço nesses locais e conseguem ter uma ótima saída.

Com os veículos seminovos, também pode acontecer. É uma alternativa para quem deseja fazer ofertas com grande alcance, já que é possível publicar em grupos e comunidades, o que garante um número maior de interessados.

Ao mesmo tempo, tome muito cuidado. Nem sempre alguém que manifesta o desejo de comprar por meio de uma rede social é de confiança. Portanto, o ideal é saber utilizar a tecnologia do jeito adequado para não comprometer a segurança.

Comunicadores instantâneos

Os comunicadores surgiram para modificar a maneira como as informações são trocadas. Graças a eles, as chamadas telefônicas podem ser substituídas pelo envio de mensagens, fotos, vídeos e outros conteúdos.

Na hora de vender um seminovo, a tecnologia oferece alguma ajuda. É um jeito de fazer a negociação e até de apresentar o veículo sem que deslocamentos sejam necessários. Na hora do encontro, o processo já está encaminhado para a finalização.

A ferramenta, naturalmente, não tem o propósito de servir apenas para a venda de automóveis, mas é um meio conveniente para fazer a troca de dados. Novamente, é preciso manter o cuidado e a atenção para não correr riscos desnecessários.

Plataforma de vendas de veículos

A principal tecnologia para a venda de seminovo, entretanto, é a ligada à existência de plataformas voltadas exclusivamente para o processo. Basicamente, o recurso funciona como uma “loja virtual”, em que os produtos são os modelos usados e seminovos.

O fluxo é bem simples: quem quer vender entra em contato e marca uma avaliação. O veículo, então, deve seguir para um dos postos próximos, onde passará por uma inspeção de mais de 150 itens. Tudo será registrado, como em fotos, para que a venda seja totalmente segura.

Em seguida, a oferta é feita para os interessados de concessionárias e revendedoras. Dentro de um determinado período, as ofertas são recebidas e repassadas ao vendedor. Se houver a concordância, ele segue para registrar a venda em cartório e recebe o dinheiro na mesma hora.

Esse recurso é muito importante tanto para a venda de seminovo como para a venda de usado, porque descomplica as principais etapas. Não é preciso se preocupar com a captação de interessados e nem com a avaliação dos documentos do comprador. Como a plataforma atua como uma intermediária, a segurança de ambos os lados é garantida.

Além disso, é um jeito prático de receber dinheiro na hora. Essa característica traz liquidez ao investimento e contribui para maior retorno. Ao final, tanto quem vende quanto quem adquire aproveita diversas vantagens de um processo rápido e altamente eficiente.

A venda de seminovo está em crescimento no Brasil e promete permanecer desse modo. Para aproveitar o panorama, não deixe de realizar todos os procedimentos necessários — e a tecnologia pode ser de grande ajuda para tornar tudo mais simples!

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