Quanto dura a bateria do carro elétrico?
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Quanto dura a bateria do carro elétrico?

A bateria do carro elétrico vai perdendo capacidade ao longo das recargas e, depois de alguns anos, a baixa autonomia vai exigir trocas.

Pensar em uma série de fios e controladores ocupando o lugar das clássicas linhas de combustível e mangueiras de refrigeração, poderia parecer uma ideia pouco plausível há alguns anos. No entanto, essa tecnologia automotiva vem ganhando adeptos e a dúvida sobre a durabilidade da bateria do carro elétrico não deixa de despertar curiosidade.

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Marcas como a Volvo já demonstram a intenção de produzir apenas carros elétricos até 2030, e as fabricantes têm olhado para o meio ambiente com um pouco mais de atenção. No Brasil, o modelo também tem seus entusiastas.

Isso pode ser visto em medidas como a diminuição do imposto nos veículos da categoria. Quer descobrir quanto dura a bateria de um carro elétrico? É só continuar por aqui com a gente. Boa leitura!

De onde vem os carros elétricos?

Embora pareça uma ideia muito recente, os primeiros exemplos de carros elétricos já surgiam no século 19. O inventor francês Gustave Trouvé apresentou um modelo no Congresso Internacional de Eletricidade em Paris, mais de 20 anos antes do surgimento do Ford Model T — o primeiro veículo comum acessível.

Alguns anos depois, o engenheiro inglês Thomas Parker construiu um veículo já com baterias recarregáveis. O fato da gasolina ser um produto pouco acessível na época, faziam dessa alternativa uma das preferidas.

Até o uso comercial já existia no século 19, com vários táxis elétricos funcionando na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. O surgimento da gasolina barata e dos veículos a diesel fizeram com que o modelo perdesse um pouco de popularidade no século 20.

Como funciona o carro elétrico?

O funcionamento de um carro elétrico varia de acordo com o tipo. Nos movidos a hidrogênio, por exemplo, há a conversão do gás em energia. Assim, acontece a reação entre o hidrogênio e o oxigênio do ar.

Desse modo, a reação cria uma membrana úmida e impede os elétrons livres de passar, direcionando para “outro caminho” e gerando a eletricidade que faz o veículo funcionar. Porém, isso só é possível graças ao sistema eletrônico que determina a origem da energia — da bateria ou da célula combustível, por exemplo.

Por não depender de combustão, os motores de carros elétricos simplesmente não fazem barulho. Por isso, também são menores do que os convencionais, além de ter um peso mais leve e uma potência compatível ou até superior a de um carro da mesma categoria à combustão.

Quanto tempo dura a bateria de um carro elétrico?

Embora as fabricantes frequentemente deem entre dois e oito anos de garantia, as previsões mais comuns apontam a durabilidade das baterias para 10 a 20 anos. Isso é principalmente verdadeiro em veículos leves para uso cotidiano.

Ainda assim, isso varia de acordo com o consumo e as recargas. Sabe quando um celular perde a densidade energética com o tempo? Então, o mesmo vale para a bateria do carro elétrico.

Por isso, esse é um ponto em que é importante ficar de olho. Em carros com autonomia baixa, nem mesmo recargas completas servem para viagens comuns. Nesse caso, a troca pode ser uma boa.

Como funciona o descarte?

O principal alvo durante o descarte é a reciclagem. Uma das razões é o fato da bateria do carro elétrico ser rica em materiais como:

  • aço;
  • alumínio;
  • plástico;
  • cobalto;
  • grafite;
  • níquel;
  • manganês;
  • lítio.

Outro ponto que pesa é o fato da energia não ser renovável e depender de elementos finitos. Isso significa que a não reciclagem pode fazer com que as fontes de energia sejam muito escassas, dificultando a migração dos motoristas tradicionais para a tecnologia.

O processo varia de acordo com a montadora. Em boa parte das vezes, as próprias marcas recolhem as baterias sem uso dos carros dos consumidores e encaminham para a reciclagem, feita por instituições especializadas.

Como é a manutenção da bateria do carro elétrico?

Um dos pontos fortes dos carros elétricos é o fato de a manutenção ser mais barata. Isso porque um motor tradicional tem algo próximo de 350 partes móveis, enquanto um elétrico tem 1/7 disso.

Embora seja um ponto que passe despercebido para muita gente, os carros elétricos não oferecem um nível de risco muito alto às seguradoras. Por ter poucos veículos no país, a busca no mercado paralelo é baixa.

Assim, as apólices são compatíveis com a dos veículos não elétricos. No entanto, por exigir um tipo de manutenção muito específico, oficinas independentes ainda não são uma opção. Por isso, as revisões são feitas nas concessionárias credenciadas pela própria fabricante.

Como é feita a troca?

O valor da bateria do carro elétrico é extremamente variado, mudando de acordo com o modelo do veículo. Assim, vai dos R$ 9 mil até os 120 mil. Geralmente, são cobertas pelas garantias, que raramente passam dos 10 anos — o prazo em que as baterias começam a apresentar o desgaste natural.

A troca demora entre três e quatro horas. Aqui, há uma análise das condições da célula. A bateria nova é encaixada de forma similar à antiga. Em seguida, a fiação é substituída e acontece a soldagem dos elementos.

Assim, a autonomia do veículo cresce, migrando para uma capacidade de armazenamento. O efeito é similar ao de quando a bateria do seu celular é trocada por uma nova.

O que há por trás das baterias?

Lembra do sistema de gerenciamento que citamos? Então, baterias como a de íon-lítio funcionam a partir dele. Assim, ocorre o uso de um circuito de resfriamento que funciona dentro de um sistema à prova d’água.

As células contam com dois eletrodos que ficam imersos no eletrólito — o líquido condutor. Nas recargas, os elétrons são transferidos do eletrodo positivo para o negativo. Quando o veículo está em movimento, o processo é invertido.

A bateria do carro elétrico vem ganhando opções e barateando na medida em que os veículos se popularizam. O aumento na escala de produção faz com que os preços caiam e os valores podem se tornar compatíveis com os de veículos comuns até 2030.

A tendência é seguir para materiais que disponibilizem uma boa densidade energética sem os elementos preciosos que citamos ao longo do texto. Por isso, os veículos e as baterias podem se tornar acessíveis antes do esperado.

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3 Comments

  1. Lourival Pereira da Silva

    Ainda vão passar muitos anos antes do carro elétrico se tornar acessivo no nosso Brasil empurrado com a barriga.
    Estou antevendo carros elétricos parados em garagens por falta de baterias novas e centralinas de comandos.

  2. Lourival Machado

    Acho que deveria ser desenvolvida uma bateria padrão para carros elétricos, que pudesse ser trocada rapidamente e usada en qualquer marca/modelo de carro elétrico. Modelos mais potentes poderiam usar mais módulos de bateria que os menos potentes.
    Com isso, seria viabilizada uma rede de substituição rápida da bateria descarregada por outra carregada. As baterias descaregadas seriam recarregadas ou mesmo recicladas pela rede de abastecimento de carros elétricos. A recarga (demorada) seria feita sem pressa.
    O preço da troca poderia ser definido de acordo com os kwh consumidos.
    Com isso os custos dos proprietários do carro com a manutenção envolveriam tudo menos o de manutenção da bateria.
    Tal estratégia permitiria uma gradual migração da frota movida a petróleo para eletricidade.

  3. Stela Lima

    Achei ótimo seu comentário, acho que é um caminho a seguir, assim como foi a criação da USB. Aos poucos a indústria vai inovando e melhorando e vem aí também o carro movido a energia solar.

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