{"id":272660,"date":"2021-08-23T10:00:00","date_gmt":"2021-08-23T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/wordpress.instacarro.com\/?p=272660"},"modified":"2021-08-23T10:00:00","modified_gmt":"2021-08-23T13:00:00","slug":"motor-cht-historia-renault-ford","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/tecnologia-automotiva\/motor-cht-historia-renault-ford","title":{"rendered":"Motor CHT: um projeto Renault que fez sucesso nos Ford"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u00daltima evolu\u00e7\u00e3o de um projeto origin\u00e1rio da marca francesa, o motor CHT seguiu vivo at\u00e9 os anos 1990 no mercado brasileiro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os anos 1970 e 1990, o <a href=\"https:\/\/instacarro.com\/blog\/mercado-automotivo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mercado brasileiro<\/a> foi o lar de v\u00e1rios projetos de carros que s\u00f3 existiram por aqui, numa lista com modelos como o esportivo <a href=\"https:\/\/instacarro.com\/veiculos\/volkswagen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Volkswagen<\/a> SP2 e o <a href=\"https:\/\/instacarro.com\/veiculos\/ford\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ford<\/a> Corcel.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas essa rela\u00e7\u00e3o de \u201cjabuticabas\u201d, nome da fruta que \u00e9 usado como uma express\u00e3o para definir produtos tipicamente brasileiros, n\u00e3o se limita apenas aos autom\u00f3veis prontos. <\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo disso \u00e9 o motor CHT. Propulsor que equipou todos os modelos de passeio da Ford nos anos 1980 e seguiu em uso at\u00e9 meados dos anos 1990.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Origem<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/instacarro.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ford_corcel_2-door_6.jpg\" alt=\"motor cht ford corcel\" class=\"wp-image-272664\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ford_corcel_2-door_6.jpg 1024w, https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ford_corcel_2-door_6-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ford_corcel_2-door_6-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O CHT era uma evolu\u00e7\u00e3o do propulsor <a href=\"https:\/\/instacarro.com\/veiculos\/renault\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Renault<\/a> Sierra (tamb\u00e9m conhecido como Cl\u00e9on-Fonte), lan\u00e7ado nos anos 1960 na Fran\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<p>A Ford do Brasil recebeu esse projeto com a aquisi\u00e7\u00e3o da Willys Overland e do \u201cProjeto M\u201d. Derivado do Renault 12, o modelo chegou ao mercado em 1968 como o Corcel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em varia\u00e7\u00f5es 1.3, 1.4 e 1.6, esse motor Renault equipou apenas a linha Corcel at\u00e9 1981, quando chegou tamb\u00e9m ao Del Rey.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Motor CHT<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/instacarro.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ford_escort_coupe_45.jpeg\" alt=\"motor cht ford escort\" class=\"wp-image-272665\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ford_escort_coupe_45.jpeg 1024w, https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ford_escort_coupe_45-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/ford_escort_coupe_45-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1983, o motor Renault foi atualizado pela engenharia local da Ford. O objetivo era adequar o propulsor para equipar no Brasil o Escort de 3\u00aa gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resultado dessas mudan\u00e7as, o motor ganhou o nome CHT, do ingl\u00eas \u201cCompound High Turbulence&#8221;. Redesenhadas, as c\u00e2maras de combust\u00e3o promoviam o turbilhonamento da mistura para melhorar o consumo de combust\u00edvel. <\/p>\n\n\n\n<p>O novo motor CHT era elogiado pela suavidade no funcionamento e pelo bom rendimento em baixas rota\u00e7\u00f5es. Mas mesmo atualizado, esse era um conjunto de caracter\u00edsticas conservadoras j\u00e1 para a \u00e9poca. <\/p>\n\n\n\n<p>Preservava, por exemplo, o comando de v\u00e1lvulas no bloco e corrente met\u00e1lica. O contempor\u00e2neo <a href=\"https:\/\/instacarro.com\/blog\/tecnologia-automotiva\/motor-ap-um-classico-da-volkswagen-que-faz-sucesso-ate-hoje\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EA 827 da Volkswagen<\/a> (o conhecido motor AP) j\u00e1 trazia comando no cabe\u00e7ote e correia dentada.<\/p>\n\n\n\n<p>A consequ\u00eancia disso eram os baixos n\u00fameros de pot\u00eancia do CHT mesmo na varia\u00e7\u00e3o destinada ao esportivo Escort XR3. O 1.6 a etanol com comando mais bravo desenvolvia 81,7 cv.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente dispon\u00edvel em varia\u00e7\u00f5es 1.3 e 1.6, o CHT tomou o lugar do Renault Sierra no restante dos carros de passeio vendidos pela Ford do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1987, com o lan\u00e7amento do Escort de 4\u00aa gera\u00e7\u00e3o, o propulsor passou por uma nova atualiza\u00e7\u00e3o e passou a ser o CHT E-Max. O objetivo era melhorar ainda mais o consumo de combust\u00edvel e a entrega de torque. <\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, 1.6 a etanol destinado ao Escort XR3 chegou a 86,1 cv. Marca mais alta atingida pelo CHT. <\/p>\n\n\n\n<p>Naquele mesmo ano de 1987, com a forma\u00e7\u00e3o da Autolatina (joint venture entre a Ford e a Volkswagen na Am\u00e9rica Latina), o propulsor da Ford foi parar tamb\u00e9m nos modelos da marca alem\u00e3. <\/p>\n\n\n\n<p>Com melhorias e o nome de AE-1600, passou a equipar as vers\u00f5es de entrada de Gol, Voyage Parati e Saveiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">CHT 1.0 e motor AE<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"852\" src=\"https:\/\/instacarro.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/volkswagen_gol_1000_1-e1629487968239.jpeg\" alt=\"motor cht volkswagen gol 1000\" class=\"wp-image-272666\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/volkswagen_gol_1000_1-e1629487968239.jpeg 1280w, https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/volkswagen_gol_1000_1-e1629487968239-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/volkswagen_gol_1000_1-e1629487968239-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/volkswagen_gol_1000_1-e1629487968239-768x511.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1990,  a mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o que abriu caminho para os carros com motor de menos de 1.000 cm\u00b3 fez a Autolatina mexer mais uma vez no CHT. Agora numa varia\u00e7\u00e3o 1.0 a gasolina de 50 cv e o nome AE-1000, chegou ao Volkswagen Gol 1000 e ao Ford Escort Hobby. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse mesmo propulsor, equipado com inje\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica monoponto, chegou ao Volkswagen Gol de 2\u00aa gera\u00e7\u00e3o, \u00faltimo carro a abandonar o CHT, no in\u00edcio de 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o fim da Autolatina, o motor CHT nos Volkswagen cedeu espa\u00e7o aos motores AP (EA 827) e EA 111 (o motor AT). Nos Ford, o CHT deu lugar ao Endura-E e ao moderno Zetec-SE de 16V.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">CHT franc\u00eas<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/instacarro.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/renault_maxi_5_turbo_2-2500x1669.jpeg\" alt=\"motor cht renault maxi 5 turbo\" class=\"wp-image-272668\" title=\"\"><\/figure>\n\n\n\n<p>O motor Renault Sierra evoluiu tamb\u00e9m na Europa. Com novidades como as c\u00e2maras de combust\u00e3o hemisf\u00e9ricas, teve por l\u00e1 uma vida mais longa do que o CHT no Brasil. <\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado na Fran\u00e7a em 1962, fez sua estreia no cup\u00ea e no convers\u00edvel Renault Floride. Era um 1.0, lan\u00e7ado com o objetivo de substituir o propulsor Billancourt, usado em modelos como o Dauphine e Gordini.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco tempo depois, chegou em toda a linha de carros de passeio da marca francesa, incluindo no esportivo Alpine A110, que fez sucesso em competi\u00e7\u00f5es nos anos 1960. <\/p>\n\n\n\n<p>A partir dos anos 1970, a marca francesa cogitou trocar o Sierra por um propulsor mais atualizado. Mas, a robustez, baixo custo de produ\u00e7\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o por parte dos consumidores fizeram a Renault manter o Sierra em linha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/instacarro.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/renault_maxi_5_turbo_3-2500x1669.jpeg\" alt=\"motor-cht-renault-maxi-5-turbo-3\" class=\"wp-image-272669\" title=\"\"><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos anos 1980, o Sierra teve inclusive uma varia\u00e7\u00e3o 1.5 turbo com inje\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, que equipava o modelo Renault Maxi 5 Turbo de rali e desenvolvia impressionantes 385 cv.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com o uso de tecnologias como o catalisador e a inje\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, o &#8220;CHT europeu&#8221; come\u00e7ou a ser abandonado na linha francesa da Renault nos anos 1990, substitu\u00eddo pelo novo propulsor &#8220;Energy&#8221;. O \u00faltimo modelo equipado com o Sierra foi o hatch Twingo, em 1996.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outros mercados<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/instacarro.com\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/dacia_1310_60-2500x1667.jpeg\" alt=\"motor cht dacia 1310\" class=\"wp-image-272671\" title=\"\"><\/figure>\n\n\n\n<p>Depois do fim no Brasil e na Fran\u00e7a, o Sierra seguiu em produ\u00e7\u00e3o em pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul (Argentina e Col\u00f4mbia), Turquia e Rom\u00eania, em varia\u00e7\u00f5es 1.6 exclusivas.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo desses propulsores deixou de ser fabricado na Rom\u00eania em 2004, quando saiu de linha o \u00faltimo Dacia 1310, como era conhecido o Renault 12 produzido no pa\u00eds da Europa Oriental.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00daltima evolu\u00e7\u00e3o de um projeto origin\u00e1rio da marca francesa, o motor CHT seguiu vivo at\u00e9 os anos 1990 no mercado brasileiro<\/p>\n","protected":false},"author":75,"featured_media":272663,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-272660","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia-automotiva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/272660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=272660"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/272660\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/272663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=272660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=272660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=272660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}