{"id":314326,"date":"2026-04-06T15:31:26","date_gmt":"2026-04-06T18:31:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/?p=314326"},"modified":"2026-04-06T15:31:27","modified_gmt":"2026-04-06T18:31:27","slug":"stellantis-confirma-leapmotor-b10-e-c10-em-goiana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/noticias\/stellantis-confirma-leapmotor-b10-e-c10-em-goiana","title":{"rendered":"Stellantis confirma Leapmotor B10 e C10 em Goiana"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>Produ\u00e7\u00e3o nacional dos SUVs da marca chinesa em Pernambuco marca nova fase da estrat\u00e9gia da Stellantis na Am\u00e9rica do Sul e vem acompanhada do desenvolvimento da primeira tecnologia REEV Flex do mundo, solu\u00e7\u00e3o in\u00e9dita que une eletrifica\u00e7\u00e3o de autonomia estendida \u00e0 motoriza\u00e7\u00e3o flex<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p>A <strong><a href=\"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/mercado-automotivo\/marcas-fiat-conheca-o-grupo\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/mercado-automotivo\/marcas-fiat-conheca-o-grupo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Stellantis<\/a><\/strong> confirmou oficialmente um passo relevante para sua estrat\u00e9gia de eletrifica\u00e7\u00e3o no Brasil ao anunciar que os primeiros modelos da Leapmotor a serem produzidos localmente no pa\u00eds ser\u00e3o os SUVs B10 e <strong><a href=\"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/lancamentos\/leapmotor-c10\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/lancamentos\/leapmotor-c10\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">C10.<\/a><\/strong> A fabrica\u00e7\u00e3o acontecer\u00e1 no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, estrutura j\u00e1 consolidada no mapa industrial do grupo e que agora se prepara para receber a opera\u00e7\u00e3o da marca chinesa. O an\u00fancio refor\u00e7a a inten\u00e7\u00e3o da companhia de ampliar a presen\u00e7a regional da Leapmotor, n\u00e3o apenas no mercado brasileiro, mas tamb\u00e9m em toda a Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>A novidade, por\u00e9m, n\u00e3o se resume \u00e0 defini\u00e7\u00e3o dos primeiros ve\u00edculos nacionais da marca. Junto da confirma\u00e7\u00e3o industrial, a Stellantis revelou o in\u00edcio do desenvolvimento da primeira tecnologia REEV Flex do mundo, uma solu\u00e7\u00e3o in\u00e9dita liderada pelo time de engenharia da empresa na Am\u00e9rica do Sul e que ser\u00e1 aplicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional da Leapmotor. Na pr\u00e1tica, o grupo tenta combinar duas frentes estrat\u00e9gicas em uma s\u00f3 opera\u00e7\u00e3o: nacionalizar modelos eletrificados e, ao mesmo tempo, adaptar a eletrifica\u00e7\u00e3o \u00e0s caracter\u00edsticas espec\u00edficas do mercado brasileiro, onde a motoriza\u00e7\u00e3o flex continua sendo um diferencial competitivo importante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Goiana ganha novo papel na ofensiva da Leapmotor<\/h3>\n\n\n\n<p>A escolha do Polo Automotivo de Goiana para a fabrica\u00e7\u00e3o dos Leapmotor B10 e C10 n\u00e3o \u00e9 casual. A planta pernambucana j\u00e1 ocupa posi\u00e7\u00e3o central na estrutura produtiva da Stellantis no Brasil e agora passa a assumir uma nova miss\u00e3o dentro da agenda de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do conglomerado. Ao confirmar a unidade como base dos primeiros Leapmotor nacionais, a empresa sinaliza que pretende usar uma estrutura j\u00e1 madura para acelerar o processo de industrializa\u00e7\u00e3o da marca chinesa na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Stellantis, o complexo est\u00e1 passando por uma expans\u00e3o para receber a \u00e1rea respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o local dos dois SUVs. Esse detalhe \u00e9 importante porque mostra que o projeto n\u00e3o se limita a uma simples adapta\u00e7\u00e3o de linha, mas envolve investimento em capacidade produtiva e prepara\u00e7\u00e3o fabril para uma nova etapa tecnol\u00f3gica. Em outras palavras, a chegada da Leapmotor n\u00e3o ser\u00e1 tratada como opera\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica dentro do grupo, e sim como parte relevante da estrat\u00e9gia industrial da companhia no continente.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse movimento tamb\u00e9m tem implica\u00e7\u00f5es comerciais e simb\u00f3licas. Quando uma montadora confirma produ\u00e7\u00e3o local, ela transmite ao mercado uma mensagem de compromisso mais profundo com a regi\u00e3o. Isso costuma repercutir em percep\u00e7\u00e3o de longo prazo, confian\u00e7a da rede, fortalecimento da cadeia de fornecedores e possibilidade de pre\u00e7os mais competitivos no futuro, embora o comunicado divulgado at\u00e9 aqui n\u00e3o detalhe cronogramas, volumes ou condi\u00e7\u00f5es comerciais dos modelos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Leapmotor entra em nova fase no Brasil<\/h3>\n\n\n\n<p>A nacionaliza\u00e7\u00e3o do B10 e do C10 ajuda a explicar o est\u00e1gio seguinte da Leapmotor dentro do guarda-chuva Stellantis. At\u00e9 aqui, a marca era observada com curiosidade por representar mais um bra\u00e7o chin\u00eas dentro de um mercado brasileiro cada vez mais aberto \u00e0 eletrifica\u00e7\u00e3o. Com a produ\u00e7\u00e3o local confirmada, a Leapmotor deixa de ser apenas uma aposta de importa\u00e7\u00e3o para se tornar parte do ecossistema industrial da Stellantis na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ponto tem peso estrat\u00e9gico. O Brasil vem se transformando em um dos principais territ\u00f3rios de disputa entre fabricantes tradicionais, grupos globais e marcas chinesas em expans\u00e3o. Ao internalizar a produ\u00e7\u00e3o da Leapmotor em Goiana, a Stellantis tenta responder a esse cen\u00e1rio de forma mais estruturada. Em vez de atuar apenas como distribuidora ou parceira comercial, a companhia passa a integrar a marca chinesa ao seu aparato industrial, t\u00e9cnico e log\u00edstico regional.<\/p>\n\n\n\n<p>A fala de Herlander Zola, presidente da Stellantis para a Am\u00e9rica do Sul, resume essa ambi\u00e7\u00e3o ao destacar que a produ\u00e7\u00e3o local da Leapmotor em Goiana \u00e9 pe\u00e7a fundamental na estrat\u00e9gia de consolidar e ampliar o alcance da marca no Brasil e na Am\u00e9rica do Sul. A declara\u00e7\u00e3o indica que a opera\u00e7\u00e3o brasileira deve ter papel relevante n\u00e3o s\u00f3 para o abastecimento do mercado interno, mas tamb\u00e9m para a constru\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a regional da marca. Trata-se de um plano que, pelo tom do an\u00fancio, vai al\u00e9m de uma a\u00e7\u00e3o pontual de portf\u00f3lio. \u00c9 uma aposta de posicionamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">B10 e C10 ser\u00e3o os primeiros SUVs nacionais da marca<\/h3>\n\n\n\n<p>Dentro dessa estrat\u00e9gia, a escolha dos Leapmotor B10 e C10 como primeiros ve\u00edculos nacionais oferece pistas sobre o foco inicial da opera\u00e7\u00e3o. Ao optar por dois SUVs, a Stellantis segue a tend\u00eancia dominante do mercado, em que utilit\u00e1rios esportivos concentram grande parte da demanda e da aten\u00e7\u00e3o dos consumidores. O formato tamb\u00e9m favorece posicionamento mais amplo, j\u00e1 que esse tipo de carro atende tanto perfis familiares quanto consumidores que buscam tecnologia, conectividade e imagem mais moderna.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o comunicado n\u00e3o entre em detalhes t\u00e9cnicos completos sobre os modelos, a simples confirma\u00e7\u00e3o dos nomes j\u00e1 serve para marcar o in\u00edcio concreto da opera\u00e7\u00e3o industrial. O B10 e o C10 passam a ser os protagonistas da entrada da Leapmotor na manufatura local, e isso tende a orientar a percep\u00e7\u00e3o inicial da marca no Brasil. Em vez de come\u00e7ar por um hatch ou sed\u00e3, a empresa escolhe uma dupla de SUVs, o que sugere uma tentativa de ganhar relev\u00e2ncia em segmentos de maior apelo comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse desenho de portf\u00f3lio inicial tamb\u00e9m revela prud\u00eancia estrat\u00e9gica. Come\u00e7ar por modelos que dialogam com a prefer\u00eancia dominante do consumidor brasileiro costuma ser um caminho mais l\u00f3gico para marcas em expans\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o local, nesse caso, tende a funcionar como plataforma de consolida\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas como diferencial industrial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tecnologia REEV Flex \u00e9 o ponto mais inovador do an\u00fancio<\/h3>\n\n\n\n<p>Se a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos SUVs \u00e9 o eixo industrial da not\u00edcia, o an\u00fancio do desenvolvimento da primeira tecnologia REEV Flex do mundo \u00e9, sem d\u00favida, o ponto mais inovador do comunicado. A Stellantis afirmou que j\u00e1 iniciou esse desenvolvimento e destacou que o sistema estar\u00e1 presente na produ\u00e7\u00e3o nacional da Leapmotor. Isso eleva o alcance do projeto: n\u00e3o se trata apenas de fabricar localmente carros eletrificados, mas de criar uma solu\u00e7\u00e3o in\u00e9dita a partir da realidade sul-americana.<\/p>\n\n\n\n<p>REEV \u00e9 a sigla para Range Extended Electric Vehicle, ou ve\u00edculo el\u00e9trico de autonomia estendida. Nesse conceito, o carro se move eletricamente, mas conta com um sistema complementar para ampliar o alcance, reduzindo uma das principais barreiras percebidas por parte dos consumidores em rela\u00e7\u00e3o aos el\u00e9tricos, que \u00e9 a autonomia em determinados cen\u00e1rios de uso. Ao associar essa arquitetura a uma motoriza\u00e7\u00e3o flex, a Stellantis prop\u00f5e algo que, segundo a pr\u00f3pria empresa, \u00e9 pioneiro no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O aspecto central aqui \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica ao contexto brasileiro. O pa\u00eds construiu, ao longo de d\u00e9cadas, uma base s\u00f3lida de produ\u00e7\u00e3o, abastecimento e conhecimento em torno de motores flex. Ao mesmo tempo, a ind\u00fastria avan\u00e7a na eletrifica\u00e7\u00e3o, mas enfrenta desafios ligados a infraestrutura, custo e perfil de uso. Unir REEV e flex, portanto, parece ser uma forma de tentar conciliar transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica com pragmatismo de mercado. \u00c9 uma solu\u00e7\u00e3o que conversa com a realidade local sem abandonar o discurso de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que a tecnologia flex ainda pesa tanto no Brasil<\/h3>\n\n\n\n<p>O an\u00fancio da REEV Flex ganha ainda mais relev\u00e2ncia quando se observa o papel hist\u00f3rico da motoriza\u00e7\u00e3o flex no pa\u00eds. O consumidor brasileiro se acostumou \u00e0 flexibilidade de escolher entre gasolina e etanol, e isso moldou tanto o comportamento de compra quanto a pr\u00f3pria identidade da ind\u00fastria nacional. Em um ambiente de transforma\u00e7\u00e3o, qualquer proposta de eletrifica\u00e7\u00e3o que consiga dialogar com essa tradi\u00e7\u00e3o tende a encontrar terreno mais favor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente nesse ponto que a Stellantis tenta construir diferencia\u00e7\u00e3o. Em vez de importar um conceito pronto e aplic\u00e1-lo sem adapta\u00e7\u00f5es, o grupo afirma estar desenvolvendo localmente uma solu\u00e7\u00e3o in\u00e9dita com apoio do Stellantis Tech Center na Am\u00e9rica do Sul. A mensagem \u00e9 clara: a inova\u00e7\u00e3o, nesse caso, n\u00e3o seria apenas absorvida de fora, mas criada a partir da expertise regional.<\/p>\n\n\n\n<p>Herlander Zola refor\u00e7a essa leitura ao afirmar que a Leapmotor se beneficia de ser a \u00fanica marca chinesa com 50 anos de experi\u00eancia no pa\u00eds, em refer\u00eancia \u00e0 estrutura, ao conhecimento acumulado e \u00e0 presen\u00e7a hist\u00f3rica da Stellantis e de suas marcas no mercado brasileiro. Ainda que a Leapmotor seja uma marca chinesa, o comunicado deixa claro que o diferencial competitivo buscado pela empresa est\u00e1 justamente na combina\u00e7\u00e3o entre tecnologia internacional e experi\u00eancia local de engenharia, produ\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o ao consumidor sul-americano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Engenharia regional assume protagonismo<\/h3>\n\n\n\n<p>Outro aspecto relevante do an\u00fancio \u00e9 o protagonismo atribu\u00eddo ao time de desenvolvimento da Stellantis na regi\u00e3o. A empresa afirma que o projeto da tecnologia REEV Flex est\u00e1 sendo liderado pela equipe local e que isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 capacidade e \u00e0 experi\u00eancia do Stellantis Tech Center na Am\u00e9rica do Sul. Em um setor no qual muitas decis\u00f5es t\u00e9cnicas ainda s\u00e3o centralizadas em matrizes globais, esse tipo de destaque \u00e0 engenharia regional tem valor estrat\u00e9gico e institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso ajuda a refor\u00e7ar a imagem do Brasil n\u00e3o apenas como mercado consumidor ou base de montagem, mas como polo de desenvolvimento. Quando uma fabricante indica que uma solu\u00e7\u00e3o in\u00e9dita est\u00e1 sendo concebida localmente, ela fortalece o papel da engenharia nacional dentro da cadeia global de inova\u00e7\u00e3o do grupo. Para o setor automotivo brasileiro, esse tipo de movimento costuma ser relevante porque agrega densidade tecnol\u00f3gica \u00e0 opera\u00e7\u00e3o instalada no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 um componente de credibilidade industrial. Desenvolver uma tecnologia com aplica\u00e7\u00e3o direta na produ\u00e7\u00e3o nacional sugere integra\u00e7\u00e3o entre engenharia, manufatura e estrat\u00e9gia comercial. N\u00e3o \u00e9 apenas uma pesquisa paralela ou um conceito experimental distante da realidade fabril. Segundo a Stellantis, o sistema estar\u00e1 presente na produ\u00e7\u00e3o nacional da Leapmotor, o que liga diretamente a inova\u00e7\u00e3o \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de Goiana.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Expans\u00e3o industrial e eletrifica\u00e7\u00e3o caminham juntas<\/h3>\n\n\n\n<p>O comunicado da Stellantis mostra que a expans\u00e3o do Polo Automotivo de Goiana acontece em paralelo ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico da REEV Flex. Esse sincronismo revela muito sobre a l\u00f3gica do projeto. A empresa parece trabalhar em duas camadas complementares: uma industrial, para preparar a produ\u00e7\u00e3o dos B10 e C10, e outra de engenharia, para garantir que a eletrifica\u00e7\u00e3o local tenha caracter\u00edsticas pr\u00f3prias e valor agregado.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa articula\u00e7\u00e3o entre f\u00e1brica e tecnologia tende a ser decisiva para a competitividade da opera\u00e7\u00e3o. Em um mercado de eletrificados ainda em consolida\u00e7\u00e3o, fabricar localmente j\u00e1 \u00e9 um passo importante, mas pode n\u00e3o ser suficiente por si s\u00f3. O que diferencia uma opera\u00e7\u00e3o robusta \u00e9 a capacidade de adaptar o produto ao contexto local. Nesse sentido, a tecnologia REEV Flex funciona como uma esp\u00e9cie de assinatura regional do projeto Leapmotor no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda um efeito mais amplo para a Stellantis. O grupo j\u00e1 trabalha com diferentes marcas, arquiteturas e estrat\u00e9gias de motoriza\u00e7\u00e3o no mercado sul-americano. Ao trazer a Leapmotor para dentro da sua base industrial brasileira com produ\u00e7\u00e3o local e desenvolvimento tecnol\u00f3gico espec\u00edfico, a empresa amplia seu leque de atua\u00e7\u00e3o justamente em um dos temas centrais da pr\u00f3xima d\u00e9cada: a transi\u00e7\u00e3o entre combust\u00e3o, h\u00edbridos e el\u00e9tricos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">An\u00fancio em S\u00e3o Paulo amplia visibilidade da estrat\u00e9gia<\/h3>\n\n\n\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o dos modelos e da nova tecnologia foi feita durante a cerim\u00f4nia de assinatura do contrato de parceria da marca com o Palmeiras, em S\u00e3o Paulo. Embora esse detalhe possa parecer secund\u00e1rio \u00e0 primeira vista, ele ajuda a entender a dimens\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o envolvida no projeto. O uso de um evento de grande visibilidade para confirmar a estrat\u00e9gia indica que a Stellantis quer dar amplitude p\u00fablica \u00e0 chegada da Leapmotor e associar sua nova fase a iniciativas de fortalecimento de marca.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de movimento \u00e9 comum quando uma empresa quer acelerar reconhecimento, gerar familiaridade e ampliar o alcance de uma opera\u00e7\u00e3o que ainda est\u00e1 em fase de constru\u00e7\u00e3o no imagin\u00e1rio do consumidor. Em outras palavras, a Stellantis n\u00e3o trata a Leapmotor apenas como mais uma marca dentro do grupo, mas como uma aposta que exige posicionamento, narrativa e presen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que o an\u00fancio sinaliza para o mercado brasileiro<\/h3>\n\n\n\n<p>Mesmo sem detalhar datas de in\u00edcio de produ\u00e7\u00e3o, volumes, vers\u00f5es ou pre\u00e7os, a confirma\u00e7\u00e3o dos Leapmotor B10 e C10 em Goiana e o desenvolvimento da REEV Flex j\u00e1 s\u00e3o suficientes para produzir impacto no setor. O an\u00fancio sugere que a Stellantis pretende atuar de forma mais agressiva na eletrifica\u00e7\u00e3o regional, explorando uma combina\u00e7\u00e3o de marca chinesa, escala industrial brasileira e engenharia local.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o mercado, a mensagem \u00e9 de que a disputa pelos eletrificados tende a entrar em uma fase mais sofisticada. N\u00e3o se trata apenas de importar carros ou ampliar portf\u00f3lio, mas de decidir quais tecnologias fazem sentido para cada regi\u00e3o e como traduzi-las em produto competitivo. A aposta na REEV Flex mostra justamente isso: eletrifica\u00e7\u00e3o, para ganhar escala no Brasil, talvez precise conversar mais diretamente com a l\u00f3gica de uso, abastecimento e custo j\u00e1 consolidada por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o o fato de a Stellantis vincular a nova solu\u00e7\u00e3o a uma no\u00e7\u00e3o de efici\u00eancia adicional dentro do conceito REEV. Ao dizer que a aplica\u00e7\u00e3o da motoriza\u00e7\u00e3o flex nessa arquitetura adiciona ainda mais efici\u00eancia, a empresa tenta posicionar a tecnologia n\u00e3o apenas como adapta\u00e7\u00e3o local, mas como avan\u00e7o t\u00e9cnico relevante. Ainda faltam informa\u00e7\u00f5es concretas para medir essa promessa na pr\u00e1tica, mas o discurso j\u00e1 aponta a dire\u00e7\u00e3o pretendida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Leapmotor pode se tornar pe\u00e7a-chave na estrat\u00e9gia regional da Stellantis<\/h3>\n\n\n\n<p>No fim das contas, o an\u00fancio desta segunda-feira coloca a Leapmotor em uma posi\u00e7\u00e3o muito mais central dentro da Stellantis na Am\u00e9rica do Sul. A marca deixa de figurar apenas como novidade importada ou projeto experimental e passa a ocupar espa\u00e7o concreto na estrutura produtiva e tecnol\u00f3gica do grupo. Os SUVs B10 e C10 ser\u00e3o os primeiros rostos dessa fase, enquanto a REEV Flex surge como a principal express\u00e3o do esfor\u00e7o de inova\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse pacote revela uma estrat\u00e9gia mais ambiciosa do que aparenta em um primeiro olhar. Ao mesmo tempo em que nacionaliza modelos, a Stellantis busca criar uma identidade pr\u00f3pria para a eletrifica\u00e7\u00e3o da Leapmotor no Brasil. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre fabricar aqui, mas sobre desenvolver aqui. Em uma ind\u00fastria marcada por r\u00e1pidas mudan\u00e7as e competi\u00e7\u00e3o intensa, essa combina\u00e7\u00e3o pode ser determinante para consolidar a marca e ampliar sua relev\u00e2ncia regional.<\/p>\n\n\n\n<p>O que ainda depende de confirma\u00e7\u00e3o s\u00e3o os pr\u00f3ximos passos operacionais: cronograma, in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o, especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas completas e posicionamento de mercado dos modelos. Mas o an\u00fancio j\u00e1 oferece um recado claro. A Stellantis quer transformar Goiana em um novo centro de expans\u00e3o da Leapmotor e usar a expertise brasileira para lan\u00e7ar uma solu\u00e7\u00e3o in\u00e9dita em escala global. Para o setor automotivo nacional, \u00e9 uma movimenta\u00e7\u00e3o que mistura ind\u00fastria, inova\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gia de longo prazo em um \u00fanico projeto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Stellantis produzir\u00e1 Leapmotor B10 e C10 em Goiana e desenvolve a in\u00e9dita tecnologia REEV Flex para o Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":75,"featured_media":310541,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-314326","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=314326"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314326\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":314327,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314326\/revisions\/314327"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/310541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=314326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=314326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.instacarro.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=314326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}