Levantamento da Edenred mostra preço médio de R$ 4,23 na região; em São Paulo, litro chegou a R$ 4,05 na primeira quinzena de junho
O Sudeste registrou o etanol mais barato do Brasil na primeira quinzena de junho, segundo levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log, o IPTL. O biocombustível teve queda de 5,37% em relação à média de maio e passou a custar R$ 4,23 por litro na região.
A redução foi puxada principalmente por São Paulo, onde o etanol caiu 6,03% e chegou a R$ 4,05, menor valor médio do país no período. Com isso, o combustível passou a ser economicamente mais vantajoso que a gasolina no estado, considerando a relação de consumo usada como referência para carros flex.
O levantamento também mostra queda em quase todos os combustíveis no Sudeste. O diesel comum recuou 2,10%, para R$ 6,98, enquanto o diesel S-10 caiu 1,10%, para R$ 7,20. A gasolina teve baixa mais discreta, de 0,60%, e ficou em R$ 6,61. O GNV foi a exceção, com alta de 0,90% e preço médio de R$ 4,47.

São Paulo tem etanol a R$ 4,05
São Paulo foi o estado com maior queda no etanol entre os quatro analisados. O preço médio passou de R$ 4,31 na primeira quinzena de maio para R$ 4,05 no início de junho, retração de 6,03%.
A gasolina paulista também ficou mais barata, mas em ritmo menor. O litro caiu de R$ 6,66 para R$ 6,61, baixa de 0,75%. O diesel comum recuou 2,66%, para R$ 6,96, e o diesel S-10 caiu 1,37%, para R$ 7,18.
Apesar do movimento de queda nos principais combustíveis, o GNV subiu 0,70% em São Paulo, passando de R$ 4,28 para R$ 4,31.
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Minas Gerais também favorece o etanol
Minas Gerais foi outro estado em que o etanol apareceu como combustível mais vantajoso. O litro caiu 5,12% na comparação com maio, de R$ 4,69 para R$ 4,45.
A gasolina mineira teve leve queda de 0,46%, passando de R$ 6,54 para R$ 6,51. O diesel comum recuou 2,41%, para R$ 6,89, e o diesel S-10 caiu 1,10%, para R$ 7,19.
O GNV também ficou mais barato em Minas Gerais, com baixa de 0,80% e preço médio de R$ 4,98.
Espírito Santo tem gasolina e diesel mais caros
Mesmo com queda em todos os combustíveis, o Espírito Santo concentrou os maiores preços médios do Sudeste em alguns itens. A gasolina ficou em R$ 6,77, mesmo após recuo de 0,88%, enquanto o diesel comum chegou a R$ 7,35, com baixa de 0,41%.
O diesel S-10 no estado também caiu 0,41%, para R$ 7,36. Já o etanol recuou 1,15% e ficou em R$ 5,15, valor bem acima da média registrada em São Paulo e Minas Gerais.
O GNV capixaba, porém, foi o mais barato da região. O preço médio caiu 0,24% e ficou em R$ 4,23.
Gasolina ainda compensa no Rio e no Espírito Santo
No Rio de Janeiro, o etanol caiu 1,98%, de R$ 5,05 para R$ 4,95. A gasolina também recuou, passando de R$ 6,89 para R$ 6,70, baixa de 3,30%.
Apesar da queda do biocombustível, a gasolina segue como opção mais vantajosa no Rio, segundo a análise da Edenred. O mesmo ocorre no Espírito Santo, onde o etanol ainda tem preço proporcionalmente alto em relação à gasolina.
O Rio também teve queda no diesel S-10, de 0,55%, para R$ 7,25. O diesel comum, por outro lado, subiu 0,14% e chegou a R$ 7,06. O GNV também avançou, com alta de 2,22%, para R$ 4,56.
Como saber se etanol vale mais que gasolina
A conta mais usada por motoristas de carros flex compara o preço do etanol com o da gasolina. Em geral, o biocombustível passa a ser financeiramente mais vantajoso quando custa até 70% do valor da gasolina. Isso acontece porque o consumo com etanol costuma ser maior.
Pelos dados do IPTL, essa relação favorece o etanol em São Paulo e Minas Gerais. Em São Paulo, o índice ficou em 0,613. Em Minas Gerais, em 0,684. Já no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, a relação ficou acima desse patamar, indicando vantagem para a gasolina.
Além do preço, o etanol também tem o apelo ambiental. Por ser um biocombustível renovável, ele tem menor emissão de CO₂ fóssil em comparação à gasolina, ponto destacado pela Edenred Mobilidade na análise do período.
IPTL usa dados de 21 mil postos
O IPTL é calculado com base em abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log. Segundo a empresa, a base considera cerca de 1 milhão de veículos administrados e uma média de 55 transações por segundo.

