Revisão do carro — O que você precisa saber está aqui!

18/04/2018

Você sabe qual a coisa mais fundamental para a valorização do seu carro na hora da venda? O estado de conservação. É uma realidade constante e óbvia: veículos bem cuidados, estética e mecanicamente, conseguem compradores com mais facilidade.

Inclusive, a depreciação do veículo bem conservado tende a ser mais suave. Sabe qual a melhor forma de manter o seu quatro rodas “inteiraço”? Fazendo a revisão do carro conforme programada. Durante a revisão do carro são observados inúmeros componentes e, quando necessário, estes serão substituídos.

A manutenção preventiva é tão crucial que se resume no sábio ditado: é melhor prevenir do que remediar.

Pensando no dilema de todos aqueles que pretendem manter o seu automóvel em dia para o momento da revenda, elaboramos este mega guia sobre a revisão do carro. Confira agora todas as curiosidades sobre revisão de carros!

Como funciona a revisão?

Essencialmente, a revisão é uma bateria de exames que diagnosticarão a saúde do seu carro. Nesse momento serão observados o estado de conservação e funcionamento de todos os componentes e sistemas do veículo, sejam mecânicos ou elétricos.

Após o diagnóstico, existindo falhas ou problemas que possam se agigantar no futuro, a oficina responsável efetuará a substituição preventiva de algumas peças. Dessa maneira, realizar a revisão de carros usados é primordial, pois você sai de lá com um carro funcional, alinhado e mecanicamente e seguro para rodar.

Além disso, precisamos dar uma atenção especial à revisão periódica. Ela pode ser um pouco chata, já que por orientação da montadora é predeterminada a acontecer e não depende da intenção do dono.

Mas isso não é um problema: os períodos estipulados pelas montadoras — seja em quilometragem ou tempo — são estimados especificamente pensando no uso do seu carro. Seja a revisão de carros Chevrolet, revisão de carros Volkswagen, revisão carro Renault ou de qualquer outra montadora, o objetivo é sempre estar com o veículo adequado e seguro.

Manter o manual do automóvel com as periódicas carimbadas é uma das melhores formas de conquistar um comprador: pelo capricho e cuidado.

Até mesmo porque o acompanhamento recorrente oferecido nas periódicas permite que o carro esteja sobre constante análise e manutenção. Os mecânicos conseguem premeditar problemas futuros acompanhando a conservação dos carros de perto. Com isso, ganha-se na extensão da vida útil, já que o desgaste das peças é reduzido.

Qual a importância de fazer a revisão do carro?

A ideia de que é melhor prevenir do que remediar se resume a gastar pouquinho durante as revisões programadas, evitando gastar rios de dinheiro lá na frente, retificando um motor inteiro, por exemplo, por ter negligenciado uma simples reposição de fluídos no radiador.

Imagine algo simples e trivial como o preenchimento de água ou do óleo nos reservatórios. Ignorar algo tão banal e barato quanto esses processos, pode ocasionar o superaquecimento do motor e, consequentemente, a sua perda.

É nesse momento em que as pessoas se crucificam por não terem revisado periodicamente. Afinal de contas, a retífica de um motor é extraordinariamente mais cara do que a revisão programada pela montadora.

Por isso, lembre-se: manter o carro revisado significa mantê-lo conservado. Também é super importante realizar a revisão do carro para viajar. O acompanhamento próximo do profissional conseguirá identificar os problemas com muita antecedência, evitando futuros desgastes.

Qual a periodicidade indicada para a revisão?

Isso é relativo pela quantidade e especificidade dos itens a serem revisados, porque as montadoras especificam diferentes períodos. No entanto, a prática mais popular entre motoristas e montadoras é respeitar o seguinte parâmetro: revisar a cada 6 meses ou 10 mil quilômetros. O que acontecer primeiro.

Mas é importante saber que, de peça para peça, existem diferentes períodos em que uma revisão é recomendada. Entenda a lista de itens para revisão de carros por kilometragem:

  • alinhamento e balanceamento a cada 10 mil km;
  • substituição do filtro de ar do motor a cada 15 mil km;
  • substituição do filtro de combustível a cada 15 mil km;
  • substituição do filtro do ar-condicionado a cada 15 mil km;
  • substituição do fluído de freio a cada 20 mil km;
  • substituição das velas de ignição a cada 20 mil km.

Até então, você pôde conferir dois parâmetros de período: o programado pela montadora e o específico por peça. Mas e como fica depois de ultrapassar os 20 mil km? A janela de 20 aos 40 mil km exigem alguns cuidados extras, como:

  • todas as revisões apontadas acima;
  • substituição da palheta do para-brisa;
  • verificação do estado das coifas da transmissão e, se necessário, sua substituição.

Na janela dos 40 aos 60 mil quilômetros aumenta a lista de itens, verificando e, se necessário, substituindo:

  • a válvula termostática;
  • existindo, a correia do comando de válvulas.

Já no período dos 60 aos 80 mil quilômetros, adiciona-se na verificação e substituição:

E, por fim, o período sênior da vida de um veículo, a carros com mais de 100 mil quilômetros se acrescenta a revisão:

  • da bateria;
  • dos sensores do motor;
  • do sistema de freios.

Quais itens devem ser verificados? Como é feita a revisão de carro?

Alinhamento e balanceamento

Esses dois procedimentos são fundamentais para que o carro seja estável e seguro ao rodar. Pode-se dizer que o principal vilão da geometria de um veículo é o nosso asfalto lunar, nacionalmente reconhecido pelo excesso de buracos.

Mas e qual o problema de um carro desalinhado e/ou desbalanceado? A implicação direta será no consumo de combustível (aumento) e no desgaste prematuro de alguns pneus. Isso ocorre porque um veículo desalinhado tem maior concentração de peso em determinados pneus.

Essa distribuição desarmônica sobre as rodas desgasta a banda de rodagem dos pneus, enquanto demanda maior esforço do motor para desempenhar a mesma performance de quando alinhado. Essa sobrecarga, tanto de peso mal distribuído quanto de esforço do motor, ocasiona maior consumo de combustível.

Por isso, a cada 10 mil km é indispensável que você faça tanto o alinhamento quanto o balanceamento. O primeiro alinhará o direcionamento das rodas, enquanto o segundo equilibrará a distribuição de peso do veículo sobre os pneus.

Cambagem

A correção da cambagem não costuma ser um procedimento tão recomendado quanto o alinhamento. Isso ocorre porque pequenos desajustes podem ser facilmente corrigidos no outro processo. Mas e então, porque comentá-la?

Bem, você precisará da correção em situações de maior dano ao carro. Por exemplo, a correção de cambagem é essencial após:

  • atingir uma cratera lunar do asfalto em alta velocidade;
  • forçar as rodas da frente no meio fio durante uma estacionada (prática muito prejudicial ao seu carro, evite!);
  • colisão.

Nesses casos, meu caro, não tem jeito — o negócio é submeter o veículo ao processo, que fará um ajuste minucioso na suspensão ao calibrar a inclinação da roda.

Por isso se você sempre pensa: revisão de carro o que trocar? Saiba que quanto mais em dia você estiver com a revisão, as trocas serão programadas e não precisarão ocorrer todas de uma única vez.

Pintura

Nada como a pintura de um 0 km, não? Mas todo esse brilho é inevitavelmente ofuscado ao longo dos anos de uso. Seja por função da natureza — dejetos de pássaros, chuva ácida, maresia — ou do uso inerente, como os risquinhos no capô que ocorrem depois de andar atrás de um caminhão na rodovia.

Enquanto o seu carro é novo — até 20 mil quilômetros —, você não precisa lançar mão de grandes esforços para manter o brilho, bastando encerar bimestralmente. Agora, se o carro perdeu completamente o brilho ou apresenta manchas, o ideal é recorrer a processos como a cristalização ou o espelhamento da pintura.

Óleo do motor

Algo tão simples, que pode sair tão caro. Aqui, a dica chave é: não negligencie a troca dos fluídos do seu carro, nunca! E pecar pelo excesso também pode lhe render problemas. A falta ou o excesso de óleo no reservatório pode prejudicar a sua “caranga”.

É uma coisa tão fundamental que até aferir o nível de óleo é uma tarefa bastante simples. Você encontrará uma varetinha dentro do motor do seu carro — geralmente amarela ou laranja, bastante evidente —, bastando retirá-la e verificar se o óleo está na medida sugerida — apontado por alguma ranhura ou sinalização na própria vareta.

Outra dica é: não faça isso com o motor quente e/ou ligado. Aferir com o motor quente pode prejudicar tanto a precisão do nível do óleo quanto a você mesmo, que por descuido pode conseguir algumas queimaduras leves.

Água no radiador

Novamente, dica pétrea: não ignore a periodicidade na troca dos fluídos. No caso da água no reservatório do radiador, chega a ser ainda mais absurdo e irônico, visto que você não precisa pagar por nada, como faria com o litro de óleo.

E o que acontece caso ignorado? Superaquecimento, que vai ocasionar problemas drásticos no motor, com danos irreversíveis ou caríssimos de serem consertados — vide a retífica de um motor por inteiro.

Novamente, com o carro desligado, localize o reservatório de água e preencha precisamente até o nível máximo, sem exceder.

Filtro de combustível

A regra é clara: os filtros de combustível devem ser trocados a cada 10 mil km. Eles são os responsáveis por barrar as impurezas presentes nos combustíveis comercializados nacionalmente.

Dessa maneira, você evita o acúmulo e o trânsito de resíduos abrasivos pelo interior do motor, que prejudicariam notavelmente o desempenho do carro. Mantenha a revisão desse item em dia e você não precisará passar pela limpeza dos bicos injetores, um processo mais caro e mais trabalhoso.

Velas de ignição

Nada de extremamente perigoso acontecerá se você não trocar as velas, já que são responsáveis apenas pela ignição do motor. No entanto, você notará sim uma perda de desempenho e um aumento no consumo.

Isso ocorre porque velas gastas geram faíscas muito fracas, comprometendo a agilidade do carro na queima de combustível. O período amplamente recomendado é a cada 20 mil km, mas há de se considerar que diferentes montadoras apontam períodos distintos e, por isso, é essencial ficar de olho no manual do seu “quatro rodas”.

Ar-condicionado

Esse é um dos componentes mais indispensáveis em um carro que circule no Brasil. Já imaginou ter mal ou nenhum funcionamento deste durante o pico do verão? Por esse motivo, é crucial fazer a sua revisão periódica.

A recomendação que fica é a troca do filtro— responsável pela purificação do ar que adentra a cabine — a cada 15 mil km. Dessa maneira, você evita o acúmulo de bactérias e partículas prejudiciais a sua saúde e de todos os outros que utilizam o veículo.

Além do filtro, é bacana higienizar os dutos do sistema de ar-condicionado — afinal, de que adianta um filtro novinho transmitindo ar por uma tubulação imunda, não é mesmo? A higienização é recomendada a cada 10 mil km.

Por fim, existe uma curiosidade que pode fazer esses períodos variar. Se você cotidianamente transita com o carro em regiões de acúmulo de poeira ou fuligem — zonas rurais não pavimentadas e/ou industriais, por exemplo — precisará antecipar a troca do filtro, que vai saturar mais rapidamente do que alguém que trafega em circuitos urbanos e frios, onde se faz menor uso do acessório.

Filtro de ar do motor

A cada 15 mil km deverá ser substituído o filtro de ar do motor. Ele é o responsável pela admissão de ar no motor e é quem impede a entrada e circulação de poeira abrasiva no seu interior. Vale lembrar que esse período (15 mil km) será reduzido caso você transite em regiões com alto nível de poeira ou fuligem.

Freios

Tal como os pneus, os freios são componentes fundamentais para trafegar com um carro, uma vez mais pela ênfase desse sistema na segurança dos motoristas e dos ocupantes. Você mesmo pode conduzir uma breve análise deles.

Dê uma volta no seu quarteirão e deixe os ouvidos atentos a qualquer ruído emitido durante a frenagem. Além disso, note se há alguma resistência/trepidação do pedal ao brecar. Em ambos os casos, a causa pode ser a vitrificação das pastilhas ou algum outro problema que prejudique o potencial de frenagem do seu automóvel.

E não esqueça de fazer a substituição do fluído do freio a cada 20 mil km. Ignorar essa periodicidade fará com que as peças que compõem o sistema do freio comecem a oxidar. Os sintomas ao frear serão a resistência à parada e ruídos bastante incômodos.

Seja como for, ao notar alguma peculiaridade no funcionamento dos freios, não hesite! Leve o carro até uma oficina mecânica confiável e peça pela análise dos componentes do freio.

Elétrica

Dia após dia, os carros se tornam mais inteligentes e eletricamente vascularizados. Com isso, a revisão da parte elétrica se torna cada vez mais importante e complexa.

A revisão nessa parte do veículo vai abranger verificações da bateria automotiva, circuitos, fusíveis, comandos, alternador, acessórios — basicamente, toda a elétrica embarcada de um carro será testada durante a revisão e, sendo necessário, algumas peças serão substituídas para garantir o bom funcionamento do veículo.

Luzes

É fato que as luzes podiam estar na seção Elétrica acima, já que durante a revisão dessa parte, inspecionariam as luzes. No entanto, esse é o tipo de revisão simples e que pode ser feita por você mesmo, tal como a água e o óleo do motor.

Basta testar na sua garagem ou qualquer local apropriado para isso o acendimento das luzes, faróis, piscas no farol e retrovisores e demais componentes. Se você observar o mal funcionamento de qualquer comando, leve o carro até uma oficina mecânica de sua confiança e solicite o conserto.

Pneus

Ah, eles nunca ficariam de fora dessa lista! Pneus em bom estado são fundamentais para vários aspectos da rodagem: conforto, estabilidade, performance e segurança. Essa tamanha influência no rodar do carro se deve ao fato de que são o único componente do veículo que se comunica com o solo.

Pneus carecas e/ou com sulcos bastante gastos são um problema crítico, uma vez que quanto menor a aderência do pneu com o solo, maiores as chances de uma fatalidade. A troca de pneus gastos é essencial, já que desempenham uma estabilidade pífia e bastante perigosa — inclusive em aquaplanagens, tão comuns no período das chuvas do Brasil.

Os pneus comercializados no nosso país possuem um padrão indicativo do nível de desgaste, o TWI (Tread Wear Indicator). Além de observar esse fator, é essencial que você os mantenha sempre calibrados. Pneus murchos apresentam uma queda drástica no desempenho do carro ao mesmo tempo em que aumentam o consumo de combustível.

Por que realizar a revisão antes de viagens?

Para evitar dor de cabeça, simplesmente. O período de férias e viagens deve ser reservado exclusivamente para relaxar e curtir o tempo com as pessoas que você gosta. Realizar a revisão do carro para viajar é uma das melhores formas de se isentar de estresse.

Não precisa ser nada caro ou extraordinário, não. Basta levar o seu carro até uma oficina confiável ou até mesmo na concessionária em que você faz as revisões periódicas. Uma vez lá, basta pedir pela verificação de:

  • nível e troca do óleo do motor;
  • nível e troca da água no reservatório;
  • funcionamento do sistema de freios;
  • pneus e calibragem.

Lógico, se você não faz as revisões periódicas e faz mais de dois anos em que não realiza uma revisão do carro, é muito importante adicionar outra coisa na lista: higienização e troca de fluído do sistema de refrigeração do carro, que garante que o motor não superaqueça no calor tórrido do verão brasileiro. Viu como é importante a  revisão de carro para viagem?!

Revisão do carro na concessionária ou em um mecânico?

Existem diferenças e nós as abordaremos agora. Primeiro, há de se considerar que se você já é um cliente assíduo da concessionária, que faz as periódicas por lá recorrentemente, é difícil que vá optar por uma oficina mecânica. Todavia, separamos os prós e contras das duas alternativas. Confira:

Revisão do carro na concessionária

O atendimento na filial da montadora do seu carro sempre será mais especializado. As revisões serão mais aprofundadas e específicas, então isso é um grande ponto favorável. No entanto, é costume popular evitar as concessionárias já que os custos em peças e mão de obra têm preços mais salgados.

  • prós: profissionais certificados e qualificados, peças genuínas, carimbos de revisões periódicas no manual valorizam o veículo na hora da venda;
  • contras: preço mais caro.

No entanto, nem tudo são flores. Em uma concessionária você precisa estar atento aos funcionários comissionados. Ou seja, atendentes “xaropes”, que por obrigação empregatícia tentam lhe vender serviços que você e seu carro não precisam para conseguir uma bonificação.

Não há nada de condenável em alguém desempenhar o trabalho como há de ser feito, basta ser educado e não cair nessa. Faça e peça o que tem de ser feito e até mesmo o que você quer que seja feito.

Revisão do carro na oficina mecânica

Essa é uma opção válida quando você confia em um bom estabelecimento. Os preços serão mais camaradas quando comparados à concessionária. A oficina de sua confiança provavelmente vai dispor da grande maioria de serviços e análises que a concessionária apresenta.

  • prós: preço menor, relacionamento mais direto com o mecânico, maior flexibilidade de horário no agendamento;
  • contras: peças nem sempre genuínas, profissionais que nem sempre são especializados no seu tipo de carro.

Revisão de carros preço – Quanto custa a revisão de um carro?

O resumo é que, tradicionalmente, durante a vigência da garantia de um carro 0 km, os proprietários levem o carro exclusivamente à concessionária. E essa é uma baita opção! A garantia da qualidade do serviço e das peças estará lastreado ao renome da montadora, que cobra a mais por isso.

Já se você comprou um usado ou semi fora de garantia, é comum que opte pela oficina, que terá preços mais acessíveis e manterão o carro funcionando de igual maneira. Ou seja, vai da conveniência e condição de cada proprietário.

E não precisa ficar com medo de levar em oficina, não! Se o estabelecimento for reconhecido regionalmente por um excelente serviço, você não terá problemas e eles farão os consertos e revisões com a mesma seriedade e competência, só que por um valor menor.

A grande conclusão está em optar por concessionária se a você for conveniente financeiramente. Afinal, ninguém melhor para cuidar do seu carro do que aqueles que o fabricam, certo?

Mas vai optar por oficina? Sem problemas! Apenas certifique-se de fazer uma extensa pesquisa de mercado, esmiuçando a reputação dos estabelecimentos e indo no local que mais lhe inspirar segurança. Após fazer a manutenção do carro, você confiará na oficina e nos profissionais e voltará lá sempre.

Achou bacana este super guia para a revisão do carro? Então, aproveite a visita ao blog para assinar a nossa newsletter. Dessa maneira, você receberá mais conteúdos diretamente na sua caixa de entrada!

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *