A história da pintura automotiva
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A história da pintura automotiva

Os carros sempre foram pintados? Sempre houve uma grande variedade de cores? Conheça a história da pintura automotiva aqui.

Quando Karl Benz patenteou o primeiro carro do mundo em 1886, provavelmente não sabia o tamanho da revolução que estava iniciando. E com a chegada do automóvel, uma técnica antiga já usada pelo homem também passou a ser olhada com outros olhos: a pintura. 

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O ato de criar tintas não é algo que chegou com o carro, já que na pré-história os homens já começavam a fabricar cores advindas do fumo, do osso, da terra, e tinham como aglutinantes as gorduras animais. Conforme a civilização evoluiu, as técnicas de pintura e de composição das tintas também se modificaram.

Ao chegar no mercado automotivo, as cores e pintura passaram a ter papel muito importante para o setor. Elas se tornaram responsáveis por proteger e embelezar os veículos, além de diferenciá-los entre si.

Os carros sempre tiveram várias cores?

A história da pintura automotiva

A resposta é não! Quando a indústria automotiva ainda estava nascendo, os primeiros carros eram pintados à mão com um pincel ou usavam apenas o pigmento preto, pois os outros tons demoravam para secar, atrasando assim toda a produção, além de desbotar facilmente. 

Um dos primeiros a ter cores diferente foram os carros Jaguar, mas especificamente no Jaguar SS 100, lançado no final da década de 30 em um tom de vermelho vibrante. Porém, as cores na lataria dos carros só foram de fato se difundir depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. 

No pós guerra, os carros passaram a ser símbolos de prosperidade financeira, por isso, quanto mais chamativo, melhor. As montadoras souberam aproveitar esse desejo da população e ampliaram a tecnologia de pintura automotiva, dando origem a cores antes impensáveis. 

O maior exemplo desse movimento foram as diversas pinturas que a Volkswagen disponibilizada a seus clientes com a Kombi. Suas cores se tornaram um símbolo da contracultura e revolução no segmento de pintura automotiva.

Composição da pintura 

Basicamente, a tinta automotiva é composta por uma parte solúvel e uma sólida. A solúvel representa os solventes ou a água, já a sólida é formada pelos aditivos, pigmentos, resinas e cargas. As resinas oferecem quase todas as características de uma tinta – brilho, espessura, dureza, resistência – enquanto os pigmentos dão as tonalidades.

Mas não se engane, pois nem todas as tintas são iguais. As tintas que vão na lataria do carro se dividem em três grupos: sólida, metálica e perolizada. A sólida apresenta as características básicas, a metálica recebe no pigmento partículas de alumínio, e a perolizada ganha pigmentos de pérola, se tornando mais brilhante e menos visível à noite.

Pintura é exclusividade 

A exclusividade na pintura de um veículo é de extrema importância para marcas de luxo do segmento automotivo, como por exemplo a Rolls Royce. Segundo a empresa, ter os carros personalizados ao gosto do cliente faz com que cada veículo seja único. 

Por isso, a montadora de origem inglesa disponibiliza  44 mil opções de cores para a carroceria. Mas, caso nenhuma delas agrade o comprador, os profissionais irão produzir uma nova e exclusiva cor e patenteá-la com o nome do cliente.

Trocar a cor do seu carro

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro “nenhum proprietário ou responsável poderá, sem prévia autorização da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no veículo modificações de suas características de fábrica”. Ou seja, a pintura caseira não é permitida em nosso país, porém existe um passo a passo caso para mudar no documento do carro a cor dele: 

  1.  Reúna os documentos: 
  • Identificação pessoal (RG) – original e cópia simples;
  • Certificado de Registro do Veículo (CRV) – original;
  • CPF – original e cópia simples;
  • Comprovante de endereço – original e cópia simples com data de até 3 meses;
  • Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) – original e cópia simples;
  • No caso de carros 0 km, separe a nota fiscal também.
  1. Depois disso, se dirija ao Departamento de Trânsito (Detran) do município onde o veículo está registrado e informe que deseja alterar suas características originais. 
  2. Depois disso, peça o formulário de “autorização prévia para modificação do veículo”. 

Caso não possa ir presencialmente, esse documento pode ser encontrado no site do órgão em alguns estados, como em São Paulo.

  1. Preencha corretamente os dados e devolva o formulário ao Detran. Após isso só aguardar que o Detran libere sua solicitação, Se houver débitos pendentes, tais como multas atrasadas, o processo poderá ser negado até a regularização do veículo.

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