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China avalia exigir volante físico em novos carros

Volante do GWM Wey 07

Governo estuda restringir projetos sem comando tradicional e quer reduzir dependência de telas centrais e interfaces digitais

A China estuda exigir que todos os veículos vendidos no país mantenham volante físico tradicional e comandos manuais para funções essenciais. A proposta surge em meio ao avanço de tecnologias como steer-by-wire e centrais multimídia que concentram praticamente todos os controles do carro em uma única tela.

A discussão ganhou força após a rápida expansão de sistemas de condução assistida e interfaces digitais no mercado chinês, hoje o mais avançado do mundo em eletrificação e automação.

O que pode mudar

O debate envolve dois pontos principais. O primeiro é a possibilidade de restringir veículos que substituam completamente o volante convencional por soluções digitais, joysticks ou comandos retráteis. O segundo é limitar a eliminação de botões físicos para funções críticas, como controle de climatização, luzes de emergência e desembaçador.

Nos últimos anos, diversas fabricantes chinesas passaram a apostar em interiores minimalistas, com praticamente todos os comandos integrados à central multimídia. Em alguns conceitos e modelos mais avançados, o volante tradicional chegou a ser substituído por soluções eletrônicas sem conexão mecânica direta com as rodas.

O movimento das autoridades sinaliza preocupação com segurança operacional, redundância mecânica e facilidade de uso em situações emergenciais.

Tecnologia sob análise

O steer-by-wire elimina a ligação física entre volante e rodas, substituindo-a por sinais eletrônicos. Embora o sistema permita maior precisão e integração com assistentes de condução, ele depende integralmente de sensores e módulos eletrônicos.

Em um cenário de falha elétrica ou de software, a ausência de redundância mecânica pode gerar questionamentos regulatórios. Além disso, há preocupação com a curva de aprendizado do usuário ao operar veículos com interfaces totalmente digitais.

A China concentra algumas das empresas mais avançadas em direção assistida e condução automatizada, com marcas oferecendo recursos que permitem navegação automática em rodovias e até em áreas urbanas delimitadas.

Impacto para as montadoras

Caso a exigência avance, fabricantes terão de manter volante convencional e controles físicos mínimos, mesmo em veículos altamente automatizados. Isso pode frear temporariamente projetos mais ousados focados em interiores completamente digitais.

A medida também pode influenciar mercados internacionais, já que muitas das soluções desenvolvidas na China são exportadas ou servem de base para modelos globais.

Por enquanto, trata-se de uma discussão regulatória em andamento. A eventual adoção da regra dependerá da definição técnica das autoridades chinesas e da publicação formal de novas diretrizes para homologação de veículos.

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