Como a tecnologia e a inovação influenciaram a relação das pessoas com os automóveis?

29/06/2018

É bem provável que você já tenha ouvido que o mundo muda de forma cada vez mais acelerada — e por mais clichê que isso pareça, é verdade. Parte disso é reflexo do desenvolvimento da tecnologia e inovação, duas frentes que ganharam muita força nos últimos anos e mudaram a forma como nos relacionamos com outras pessoas e também com os bens de consumo.

Neste post nós falaremos de forma específica sobre os impactos que já podem ser percebidos em relação aos automóveis e sobre as tendências para os próximos anos. Se você quer entender um pouco mais sobre o assunto e, de quebra, conhecer o que vem por aí, então não deixe de conferir este post completíssimo até o final!

Boa leitura!

A história dos carros no mundo

A criação do primeiro carro foi altamente revolucionária. Se você não acredita, basta imaginar um cenário em que as pessoas eram acostumadas a andar a pé, a cavalo, de carruagem, de trem ou por meios de transporte bem mais simples.

A chegada de um modelo que se movimentava com outro tipo de “força” chamou a atenção de todo mundo — o que é bem natural. As primeiras ideias a respeito de um automóvel começaram a ganhar vida no século 18, quando em 1769 o francês Nicolas-Joseph Cugnot criou uma carruagem movida a vapor.

Essa foi a primeira versão, mas serviu como ótimo insight de como os automóveis seriam anos mais tarde. Em 1800 o processo se expandiu e alguns ônibus a vapor começaram a circular pela Europa.

O funcionamento deles não era tão simples, já que eles eram movidos a partir da queima do carvão. Isso os tornava muito pesados e barulhentos — isso pode parecer algo pequeno, mas fez com que eles fossem rejeitados em alguns lugares. Os londrinos, por exemplo, preferiram abolir esse meio de transporte pelos inconvenientes citados.

Como você pode perceber, o progresso existia, mas ainda era um pouco distante do que estamos acostumados hoje. A invenção do motor e a descoberta de que o petróleo poderia ser um bom combustível aconteceu em 1850, aproximadamente, e acelerou os processos.

Ainda no século XIX começaram a surgir fábricas de combustíveis movidos a gasolina e os principais nomes à frente disso foram dos engenheiros alemães Karl Benz e Gottlieb Daimler (que nessa época ainda tinham negócios concorrentes). Eles se uniram anos mais tarde e criaram a marca Mercedes-Benz, famosa até os dias de hoje.

Depois disso, os modelos de automóveis ficaram ainda mais conhecidos e próximos do público. Por mais que não fosse fácil adquirir um exemplar, a maioria das pessoas já entendia um pouco melhor sobre ele. A realidade começou a mudar no começo no século XX, quando Henry Ford começou a revolucionar a produção nos Estados Unidos.

Ele criou a marca que leva seu sobrenome até os dias de hoje e investiu em um modelo de produção padronizado em massa — uma medida que aumentou a produção e popularizou o carro. Toda essa movimentação fez com que o século XX ficasse conhecido como o “século do automóvel”.

Realidade no Brasil

O Brasil não teve um papel fundamental em todo esse desenvolvimento, mas ganhou certa visibilidade como um ótimo mercado. Estima-se que, em 1893, o primeiro automóvel a vapor circulou pelas ruas de São Paulo.

Poucos anos mais tarde, em 1897, o automóvel já chamava atenção pelas ruas do Rio de Janeiro. Já em 1900 recebemos o primeiro carro de motor à explosão: um Decauville que andou em Petrópolis.

O impacto dos automóveis na sociedade

Ter um automóvel é uma grande conquista nos tempos modernos. No entanto, na época em que foram criados o carro simbolizava ainda mais poder. Nada mais natural, já que a quantidade de exemplares era reduzida e grande parte da população não tinha condições de adquirir um bem desse tipo.

Entre as diversas vantagens que ele pode trazer, começamos com uma facilidade um tanto quanto significativa para a mobilidade. As pessoas passaram a deslocar-se com mais conforto e rapidez por meio dos automóveis. Se hoje isso é um ganho, na época da criação do carro foi algo revolucionário.

Essa medida foi a responsável por encurtar distâncias, fazer com que as pessoas conseguissem conhecer muitos outros lugares além daqueles a que estavam habituadas e, além disso, carregar outras coisas consigo. Afinal, o automóvel consegue oferecer espaço para outros passageiros e para vários objetos, como móveis e malas.

Ainda assim, é uma ilusão pensar que suas funções se restringiam a utilidades relacionadas à mobilidade. O carro foi, por muito tempo, um demonstrativo de status e riqueza. Como adiantamos, um bem material como esse não estava ao alcance de qualquer pessoa.

As coisas mudaram um pouco com o desenvolvimento do Fordismo e com o aumento da produção — pois isso popularizou o bem e tornou os preços mais atrativos. Mesmo assim, essa realidade demorou anos para atingir o Brasil e nós vivemos supervalorizando o automóvel por um período maior.

Por essas e outras, ter um carro era sinal de status e diferenciação. As pessoas sabiam disso e exploravam o bem para posicionar-se acima do restante da população — e, por consequência, para exigir mais respeito e ganhar mais admiração.

O uso cultural dos veículos

Agora que você já sabe que o século passado ficou conhecido como o “século do automóvel”, então é bem provável que entenda com mais facilidade o uso cultural dos veículos. O poder e o status que esse bem trazia (e ainda traz) fez e faz com que muitas pessoas queiram ter um exemplar em sua garagem.

Por muito tempo, as pessoas seguiam anos economizando dinheiro ou buscando outras formas de viabilizar esse sonho — como financiamentos, parcelamentos e outros. Essa realidade ainda é comum em muitos países, como no Brasil.

Por mais que a visão de economia compartilhada e a mudança de mentalidade esteja chegando com força, muitas pessoas ainda sonham com um carro próprio. Prova disso foi o número crescente de compras quando o Governo Federal cortou alguns impostos e facilitou a aquisição desse bem durante o mandato de Lula.

O que percebemos é que inúmeras pessoas aproveitaram essa oportunidade para garantir um sonho. Engana-se quem pensa que tudo começou ali, pois esse é um contexto brasileiro vigente há anos. O automóvel foi o símbolo do Governo JK e Itamar, o que significa que a nossa cultura dá muito valor para esse bem de consumo.

O poder da cultura

Para entender um pouco mais sobre essa influência, nada melhor que nos aprofundarmos no assunto. Vivemos influenciados por uma perspectiva capitalista e, por mais que isso pareça pouco significativo, somos bombardeados a todo momento com os mais diversos estímulos ao consumo.

A sociedade é voltada para o espetáculo e os indivíduos sempre tentam demonstrar como são bem-sucedidos ou bem aceitos (e isso tudo tem uma relação direta com o que temos e o que conquistamos). Pode ser que muitos não percebam, mas estamos em um ambiente cultural que é baseado em competição, poder e status.

Por mais que um automóvel nem sempre seja a melhor forma de locomoção nos dias de hoje (principalmente nos grandes centros brasileiros), muitas pessoas ainda insistem em tê-lo. Parte dessa decisão acontece por uma necessidade de se afirmar e de se revelar como um “vencedor” — ou seja, alguém que conseguiu conquistar e manter esse bem.

Basta alguns minutos de reflexão para entendermos que o automóvel pode proporcionar uma mobilidade mais restrita e, de quebra, representar um grande gasto no orçamento familiar. Isso tudo sem levar em consideração questões ambientais e de segurança, pois os acidentes automotivos matam milhares de pessoas por ano no país.

Ainda assim, ter um bom carro simboliza uma conquista e, mais que isso, um ato de consumo que traz conforto, segurança e determinação para continuar em frente. Essa é a cultura em que estamos inseridos e, assim, entender um pouco mais sobre isso ajuda muito na hora de interpretar a relação das pessoas com os automóveis.

Tecnologia e inovação: a mudança no mercado automobilístico

Não há como escapar: o mercado automotivo vive um período de mudanças frequentes e aceleradas — isso é fato. Tecnologia e inovação têm um papel indispensável nesse processo, prometendo revolucionar ainda mais esse período de transformações.

O processo começou há alguns anos e aconteceu com foco em trazer ainda mais conforto e segurança para os motoristas e os passageiros. Basta alguns minutos para pensar em entregas significativas que promoveram a automação de alguns processos, a instalação de alguns itens e/ou outras mudanças que fazem toda diferença.

O setor automotivo investe e movimenta milhões de dólares em todo mundo com o objetivo de moldar o uso e o consumo nos próximos anos. As novidades prometem seguir essa mesma linha, tornando os deslocamentos mais seguros e independentes (e o carro autônomo, que se movimenta por conta própria, está entre as principais apostas).

As tecnologias recentes também trarão muitos impactos. Big Data, Inteligência Artificial, Internet das coisas e Machine Learning são só alguns dos exemplos que revolucionam a forma como lidamos com as novas tecnologias. Elas já incorporam mudanças muito profundas, mas estão longe de ser as únicas.

O uso de softwares, impressoras 3D e sistemas computacionais nos veículos também terá um papel muito significativo no mercado automotivo. É bom que todos estejam preparados para viver um período de transformações aceleradas!

O diferencial do Big Data

Todas as tecnologias ligadas aos carros citadas anteriormente são muito importantes, mas gostaríamos de nos aprofundar um pouco mais no Big Data. Afinal, ele pode servir como uma ótima base para toda essa transformação, já que oferece acesso a uma grande quantidade de dados gerados pelos veículos (que estão cada vez mais conectados) e pelos próprios usuários.

No entanto, toda essa riqueza gerada pode se perder caso não seja devidamente aproveitada. Justamente por isso, os profissionais com conhecimentos em análise de dados e ciência ganham cada vez mais espaço — principalmente graças à tendência de carros digitais.

A conexão permite entender como os motoristas se movimentam, o estilo de vida, os trajetos mais comuns e vários outros detalhes. Um exemplo próximo da realidade de muitas pessoas hoje é o Waze, um aplicativo com atualização em tempo real sobre o fluxo de trânsito e outras questões de deslocamento (como sinalização de radares e buracos na via).

Outra opção comum é o Moovit, que ajuda muito a quem precisa se movimentar por meio do transporte público. Por lá é possível ter informações sobre o transporte usado e o trânsito da rota. Esse é mais um exemplo do uso de dados para uma mobilidade mais confortável!

Além disso, já existem algumas iniciativas brasileiras que apontam nesse sentido. Inovações digitais como “Minha Sampa”, “Meu Rio” e “Mapas Coletivos” oferecem informações importantes em tempo real para que as pessoas tenham mais qualidade de vida no trânsito.

O importante é entender que o comprometimento de todos pode estar aliado às tecnologias e à inovação. Essa é uma ótima maneira de garantir resultados melhores quando o assunto é mobilidade urbana e questões relacionadas ao trânsito.

A necessidade de ter um bem de consumo

A conectividade e a mobilidade dão sinais de que devem estar entre as principais prioridades dos próprios consumidores. Não há como fugir: todos querem carros conectados e seguros, mas é bom deixar claro que isso não significa que o veículo precise ser de propriedade do motorista.

As próximas gerações trarão um pensamento ainda mais ecológico e estarão preocupadas com os novos hábitos de consumo. Assim, o carro deve estar conectado com outras ferramentas digitais adotadas pelos usuários, mas pode ser usado e compartilhado por um grupo muito maior de pessoas.

Tendências para os próximos anos

Como você pode perceber, as mudanças são muito agressivas para o setor automotivo e alguns especialistas já começam a levantar quais seriam as tendências para os próximos anos. Se você é o tipo de pessoa que gosta de estar antenada, então não deixe de ler os tópicos a seguir!

Compartilhamento de carros

Essa é uma tendência mundial para os próximos anos e que já tem muita força na Europa. A novidade chegou ao Brasil em 2010, mas somente agora começa a ganhar um pouco mais de espaço e atenção por aqui.

Uma evidência disso é que agora temos mais pessoas que conhecem essa opção de mobilidade e que passaram a adotá-la. Ainda assim, seguindo a tendência de que as novas gerações têm cada vez menos apego com bens de consumo, então a opção é uma ótima aposta e deve ganhar cada vez mais adeptos.

A opção mais famosa no Brasil é o Moobie, que opera em São Paulo e permite que as pessoas aluguem um veículo de um cidadão comum ou, caso tenham um carro parado, consigam alugar o automóvel para outras pessoas também.

Tudo isso é feito 100% online por meio de um aplicativo e conta com preços bem competitivos — consideravelmente menor que o de locadoras tradicionais. Essa é mais uma prova de que a economia compartilhada chega com cada vez mais força e com propostas consistentes!

Modelos de automóveis do futuro

Os modelos que veremos nas ruas também passarão por transformações nos próximos anos. Os carros devem ser cada vez mais modernos e leves — dois pontos relacionados com uma melhor performance e, de quebra, com uma maior responsabilidade ambiental.

Entre os modelos futuristas, quatro pontos chamam muito a atenção: a necessidade de reduzir a emissão de gases, preços acessíveis, foco em segurança, conveniência para otimizar o tempo e espaço. Ter todos esses aspectos em um modelo envolve muita inovação. Muitas das mudanças que vivenciaremos seguirão esses direcionamentos.

Modelos autônomos

Andar em um carro que não conta com um motorista pode parecer uma ação muito futurista, mas essa realidade está bem próxima de cada um de nós. Impressionante, não é mesmo? Além de todo o encantamento de andar em um veículo desse tipo, é bom saber que as boas notícias não acabam por aí.

Essa também será uma ótima forma de aproveitar melhor o tempo de deslocamento. Reflita conosco: sabe as horas que você perde quando dirige de um local para o outro? Todas elas poderão ser aproveitadas para colocar as leituras e os estudos em dia ou para se divertir com games.

Os carros autônomos surgiram há algum tempo como uma aposta da Tesla, mas grandes potências, como o Google, já estão de olho nesse novo mercado. Os modelos desse último já estão sendo testados em algumas ruas norte-americanas e prometem estar disponíveis (em quantidades reduzidas, claro) nos próximos anos.

Como essas novidades chegam nos Estados Unidos, é bom lembrar que a regularização dos Estados terá que passar por revisões, já que muitas pessoas ainda apresentam certa resistência com esse modelo de meio de transporte.

Ainda assim, os testes têm revelado que esses carros promoverão um deslocamento ainda mais seguro aos passageiros. É isso mesmo: grande parte dos acidentes de trânsito são causados por alguma falta de atenção do motorista, então contar com os carros autônomos é uma ótima maneira de resolver isso.

Essa solução promete ter cada vez mais força! Um indício dessa tendência é que cada vez menos jovens tiram carteira de habilitação em países desenvolvidos. Parte disso acontece porque eles sentem que não têm tanta necessidade de aprender a dirigir, pois podem contar com transporte público, locomover-se por meio de aplicativos (como Uber), desfrutar de caronas ou, em alguns anos, contar com os carros autônomos.

Melhorias de eficiência no motor e conexão

A necessidade de regularizar questões — como a poluição — faz com que muitas montadoras precisem investir na motorização. A inovação deve potencializar o trabalho de cada um dos motores, proporcionando um desempenho mais consistente (preferencialmente com os modelos híbridos).

Já citamos essa tendência em outros tópicos, mas não dá para negar que a “internet das coisas” chegará conectando muitos aparelhos eletrônicos — e os veículos não ficarão de fora disso.

Eles prometem estar conectados à rede móvel e, assim, evoluir em questões de rastreamento, mobilidade no trânsito e em outras facilidades. Essa realidade deve transformar ainda mais a relação das pessoas com os automóveis!

Poder para os fornecedores

As montadoras devem estar cada vez mais atentas a fornecedores que ofereçam equipamentos de alta tecnologia e inovação, economia de combustível e mais proximidade com a sustentabilidade. É isso mesmo: a regulação da emissão de gases do efeito estufa promete ser cada vez mais rigorosa e esse deve ser um grande diferencial.

Portanto, quem quiser atrair ainda mais clientes e oferecer um serviço diferenciado terá que ser mais atento a esse detalhe. Os fornecedores que investirem nesses pontos prometem se destacar bastante também.

Atenção para os países emergentes e foco no consumidor

O Brasil passou por um período crítico para o setor automotivo. Os últimos anos trouxeram queda nas vendas e na produção, o que culminou em um alto volume de demissões. Mesmo com tantas dificuldades, o Brasil e outros países emergentes continuam chamando a atenção das empresas do setor.

O espaço para oportunidades é grande, mas alguns pontos influenciam de forma direta a escolha das grandes marcas por países como o Brasil: a alta disponibilidade de mão de obra qualificada, os incentivos fiscais e a existência de uma forte cultura do carro.

Outro ponto que promete influenciar é a revolução digital e a possibilidade de atingir o cliente de forma específica e segmentada. As vendas ao consumidor final prometem ganhar força e revolucionar as lojas e as vendas online.

Tudo isso surge para melhorar a experiência de compra, seja por meio de um marketing personalizado ou de um gerenciamento próximo das relações com o cliente. Importante mesmo é entender que o comprador é o centro de todas as atenções e os esforços acontecem para que ele tenha uma experiência cada vez melhor.

Depois de ler este texto completíssimo sobre como tecnologia e inovação influenciam a relação das pessoas com os automóveis, esteja atento para cada um dos pontos levantados aqui. Você perceberá como todas essas novidades podem ser transformadoras para a mobilidade urbana e para a sua qualidade de vida.

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