Marca chinesa levou apenas seis meses para saltar de 200 mil para 300 mil unidades emplacadas, puxada pelo Dolphin Mini
A BYD atingiu a marca de 300 mil veículos vendidos no Brasil. O carro de número 300 mil foi um Song Pro GL entregue simbolicamente na concessionária BYD Ibirapuera, em São Paulo, pelo vice-presidente sênior da BYD do Brasil, Alexandre Baldy.
O marco reforça a velocidade de crescimento da marca chinesa no país. Segundo a empresa, foram 34 meses para chegar aos primeiros 100 mil veículos vendidos, mais 11 meses para alcançar 200 mil unidades e apenas seis meses para atingir o volume de 300 mil carros em circulação.
A aceleração foi puxada principalmente pelo avanço dos eletrificados de maior volume. O Dolphin GS já soma mais de 51 mil unidades desde o lançamento, enquanto o Dolphin Mini ultrapassou 86 mil unidades e se tornou o principal motor comercial da marca no Brasil.
Dolphin Mini lidera varejo em 2026
De acordo com a BYD, o Dolphin Mini assumiu a liderança de vendas no varejo automotivo brasileiro em 2026 e se manteve no topo por quatro meses consecutivos. O feito é relevante porque coloca um carro elétrico compacto no centro da disputa com modelos a combustão de maior tradição no mercado nacional.
Os números mostram a mudança de escala da operação. Em maio de 2023, a BYD emplacou 390 carros no Brasil. Três anos depois, em maio de 2026, o volume mensal passou de 21,7 mil unidades, crescimento superior a 5.500%.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, a marca registrou 77.447 veículos emplacados no país, quase o dobro das 39.007 unidades do mesmo período de 2025.
Rede terá 250 lojas
A expansão comercial também aparece na rede de concessionárias. Hoje, a BYD afirma contar com 217 lojas em todas as capitais e nas principais cidades brasileiras. A meta é chegar a 250 concessionárias nos próximos meses.
Essa capilaridade ajuda a explicar o salto de vendas. Para além do preço e da oferta de produtos, a presença física em mais cidades reduz a percepção de risco do consumidor em relação a compra, pós-venda e manutenção de veículos eletrificados.
Alexandre Baldy afirma que o resultado é consequência de uma estratégia construída ao longo de mais de dez anos no Brasil. Antes da fase atual de carros de passeio, a BYD já fabricava chassis de ônibus elétricos, painéis solares e baterias no país.
Impacto ambiental entra na conta
A BYD também associa o avanço de vendas à redução de emissões. Segundo a empresa, os veículos da marca emplacados no Brasil já evitaram a emissão de 1.132.537 toneladas de CO₂.
A companhia compara o volume à necessidade de plantar 7.927.758 árvores para compensar a mesma quantidade de carbono. O número equivaleria a uma área de árvores 45 vezes maior que a do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Camaçari será peça central
A próxima fase da BYD no Brasil passa pelo complexo industrial de Camaçari, na Bahia. A unidade será a primeira fábrica da marca fora da Ásia voltada à produção de automóveis.
A empresa já tem histórico industrial no país. A primeira fábrica foi inaugurada em 2015, em Campinas, para chassis de ônibus elétricos. Em 2017, a marca iniciou a produção de painéis fotovoltaicos na mesma cidade. Em 2020, abriu uma planta em Manaus dedicada a baterias para ônibus elétricos.


