Melhores peruas dos anos 90: conheça 8 modelos que fizeram sucesso no passado
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Melhores peruas dos anos 90: conheça 8 modelos que fizeram sucesso no passado

Se hoje os SUVs fazem sucesso, quem ocupava esse mercado num passado nem tão distante assim eram as peruas. Conheça as melhores peruas dos anos 90.

Espécie em extinção no mercado automotivo atual, as peruas fizeram sucesso no Brasil nos anos 70, 80 e 90.

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Com opções marcantes ao longo destes trinta anos, como a Volkswagen Variant, DKW Vemaguet, Ford Belina e Chevrolet Caravan, por exemplo, elas sempre foram um misto de carro de família com o “Q” de esportividade que os sedãs não conseguiam entregar.

Mas dá para dizer que foi nos anos 90 que a tecnologia automotiva se equiparou e todas as principais fabricantes tinham, pelo menos, duas ótimas opções para o segmento.

Por isso, fizemos aqui a seleção das melhores peruas dos anos 90 incluindo duas opções de cada uma das quatro grandes na época: Volkswagen, Chevrolet, Fiat e Ford.

Melhores peruas: Volkswagen Quantum

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A perua do Santana, a Station Wagon Quantum é um carro que não tem como não figurar na lista das melhores peruas dos anos 90.

Produzida pela Volkswagen de 1985 até 2003, chegou ao mercado para ser a principal rival da Chevrolet Caravan e conquistou sua fatia de mercado com méritos.

Mas é a geração nascida em 1992 que nos interessa nesse artigo. Com um desenho completamente novo, montado na mesma plataforma dos anos 80, os irmãos Santana e Quantum pareceram bem mais modernos.

O design dianteiro era focado em melhorias aerodinâmicas e os faróis, parachoques e grade eram inspirados na linha da Volkswagen europeia. O grande erro, porém, ficou na lateral, que manteve as mesmas portas do projeto antigo.

Ao longo de sua vida, contou com versões esportivas e de luxo, recebendo o seu último facelift em 1999. Assim permaneceu até 2003, quando se despediu do mercado.

Disponível com a clássica motorização AP 1.8 ou 2.0 com câmbio manual de cinco marchas, tinha como opcional nas versões de topo a transmissão automática de quatro marchas.

Outros itens que podiam equipar a Quantum, dependendo da versão, eram o ar-condicionado, vidros e travas elétricas, teto-solar, ABS e rádio-toca fitas ou CD-Player, dependendo do ano.

Melhores peruas: Volkswagen Parati G2

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A segunda station da Volkswagen a figurar na nossa lista de melhores peruas dos anos 90 é a Parati.

Em sua segunda geração, chamada simplesmente de G2 ou carinhosamente de “bola”, a perua derivada do Gol tinha méritos para ser o carro ideal de muita gente (até os dias de hoje).

Nascida em 1982, o modelo que completaria 40 anos em 2022, viveu o seu auge (na minha modesta opinião) entre 1996 e 1999.

Com design mais arredondado (por isso chamada de “bola”) assim como o que o Gol recebeu um ano antes, teve apelo mais esportivo desde o lançamento ao ser oferecida apenas com carroceria duas portas e cores vibrantes.

Assim como a irmã maior Quantum, teve versões esportivas e luxuosas, com destaque para a GTI 2.0 16V de 1997, que tinha ótimos 141 cv de potência e visual exclusivo, como a clássica bolha no capô para abrigar o cabeçote maior, os faróis duplos e rodas de 15 polegadas exclusivas.

Claro, havia versões mais simples, como a CLí com o motor AP 1.6 e duas portas e a luxuosa GLS 2.0 AP, que reunia bons atributos de conforto e segurança para os usuários.

Em 1998 ganhou versões com quatro portas e novas opções de motorização, dessa vez focadas em economia de combustível´como o 1.0 16V que fazia até 14 km/l de gasolina.

Melhores peruas: Chevrolet Suprema

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A mais luxuosa da nossa lista e primeira Chevrolet, a Suprema é um carro tão difícil de se ver (em bom estado de conservação) nos tempos atuais que, caso encontre uma por aí, é um belo “pé de meia” para o seu futuro.

Com adjetivos para se tornar uma futura clássica colecionável, a perua derivada do luxuoso Omega é tão legal que fica difícil falar sobre ela em tão poucas linhas.

Ela chegou ao mercado em 1994 com a missão de substituir a clássica Chevrolet Caravan e talvez só não tenha conseguido o mesmo nível de idolatria da irmã mais velha por conta do custo para se manter uma. 

De projeto europeu, a station wagon trouxe às lojas um carro de proposta familiar clara, acabamento de primeira linha, espaço interno generoso e mecânica de primeiro mundo.

O porta-malas tinha incríveis 540 litros de volume para a bagagem, a tração estava no lugar certo para quem gosta de uma direção mais esportiva, na traseira, e a suspensão contava com um sistema de nivelamento pneumático constante, ou seja, a traseira sempre se mantinha na altura certa independente da carga.

Vendida em quatro versões de acabamento em sua curta vida no País, de 1993 até 1996, teve também quatro opções de motorização, incluindo uma 2.0 quatro cilindros a etanol, dedicada inicialmente a taxistas e frotistas.

A versão topo de linha, a Diamond vinha com o motor Opel 3.0 de 165 cv e tinha duas opções de câmbio: um manual de cinco marchas ou automático de quatro marchas.

A lista de itens de série deixa muito novinho timido: apliques que imitam madeira nas portas e no console do câmbio, bancos com acabamento em couro, rodas de 15 polegadas, lanternas traseiras fumê, aerofólio traseiro, retrovisor interno fotocrômico, vidros e travas elétricas, painel digital e computador de bordo.

Outro motor importante foi o 4.1, derivado do Opala, mas com belos upgrades. Segundo consta, engenheiros da Lotus retrabalharam o conjunto, reduzindo o peso de componentes, projetando novos dutos de admissão e escape e uma injeção eletrônica moderna Bosch Motronic 2.8.1.

Com isso, o novo propulsor passou a gerar ótimos 168 cv de potência e o torque chegou a 29,1 kgfm a 3.500 rpm. Essa configuração foi usada em duas versões de acabamento: CD e GLS.

Melhores peruas: Chevrolet Corsa Wagon

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Segundo Chevrolet da lista, a perua Corsa Wagon merece seu lugar de destaque entre as melhores peruas dos anos 90.

Lançada em 1997 e derivada do hatch Corsa, chegou ao mercado automotivo da época com duas variações do motor 1.6, uma 8 válvulas (92 cv) e outra 16 válvulas (102 cv), sempre com câmbio manual de cinco marchas.

Dois anos mais tarde, recebeu também uma opção de motor 1.000 também com cabeçote de 16V e apenas 68 cv.

Oferecida em três versões de acabamento, GL, GLS e Super, tinha como principais trunfos o design bem resolvido, pegada esportiva e um enorme porta-malas de 401 litros.

Porém, com as baixas vendas no início dos anos 2000 e com a chegada da minivan Meriva, a perua Corsa Wagon deixou de ser produzida em 2002.

Melhores peruas: Fiat Palio Weekend

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A station wagon de maior sucesso do Brasil, ouso dizer, foi a Fiat Palio Weekend. Não tinha como ela ficar de fora da nossa lista.

Inicialmente com variantes focadas em conforto, esportividade e até um pouquinho de luxo (nas versões 1.5 MPI, 1.6 16V MPI, Stile 1.6 16V MPI e Sport 1.6 16V MPI), ao longo tempo “vendeu mais do que água”.

Entre os seus destaques estavam a facilidade de manutenção, espaço interno e preço competitivo.

Com a mecânica 1.5 MPI, a perua tinha apenas 77 cv, mas não parecia, pois o rendimento na cidade era satisfatório. O consumo de cerca de 9 km/l era um trunfo. 

Já com o conjunto 1.6 16V o desempenho era melhor: 106 cv. No entanto, o consumo era pior: 7,5 km/l. Mas era o torque de 15,1 kgfm que deixava a perua “esperta” no uso urbano.

Mas a principal versão da perua chegou somente na virada de 1999 para o ano 2000. A Palio Weekend Adventure chegou ao mercado com motor 1.6 8V de 92 cv e 13 kgfm (um intermediário entre os anteriores) e com consumo melhor: 10,2 km/l de gasolina.

Com suspensão mais alta e reforçada, quebra mato na dianteira e apliques plásticos na carroceria, inaugurou um segmento inexplorado até então: o de veículos urbanos aventureiros.

A Station passou por 4 facelifts até deixar o mercado em 2020. Segundo a Fiat, foram fabricadas mais de 530 mil unidades da Palio Weekend ao longo dos seus 23 anos de existência.

Melhores peruas: Fiat Marea Weekend

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Perua mais polêmica dessa lista, a Fiat Marea Weekend não tinha como não figurar entre as melhores peruas dos anos 90.

Ah, mas você já ouviu que ela é uma “bomba”, não é verdade? Pois bem, ela até foi em alguns casos, num misto de erro estratégico da Fiat com a falta de preparo de mecânicos na época em que ela chegou ao mercado.

De projeto italiano e importada de lá, a perua Marea Weekend chegou ao Brasil em 1998 junto com a versão sedã com a missão de substituir o Tempra, que também era vendido nas mesmas carrocerias.

Os modelos traziam para o mercado muitas tecnologias desconhecidas para o nível de preparo dos profissionais da época, não por culpa deles, mas sim porque o Brasil vivia um momento de reabertura das importações e os veículos vendidos por aqui até meados dos anos 90 tinham tecnologia defasada. 

Assim, muitos usavam óleo de especificação errada no veículo e até faziam “gambiarras” para trocar a correia dentada do modelo, que era um processo extremamente trabalhoso se comparado ao dos veículos comuns.

Fora isso, a Fiat cometeu o erro de não “tropicalizar” o manual do proprietário e, basicamente, só o traduziu, dando a indicação de que a primeira troca de óleo seria somente aos 20 mil quilômetros, algo impensável até os dias de hoje. 

Resultado: os motores cinco cilindros de 2.0L (127 cv/142 cv) e 2.4L (160 cv) começaram a falhar, apresentar acúmulo de borra de óleo em suas galerias, travamento de comando variável e por aí vai. Houve casos de motores travados antes da primeira revisão do veículo.

A montadora corrigiu a falha, mas já era tarde demais e a fama de bomba ficou. Curiosamente, quem deixou de fazer as revisões na concessionária desde o início e seguiu um plano de manutenção mais moderado, com trocas a cada 7 mil quilômetros e respeitando a especificação do lubrificante correta, não tiveram problemas com o carro.

Há motores, inclusive, que rodam até hoje sem nunca terem precisado de retífica.

Mas aí, depois de tudo isso, como a Fiat Marea Weekend consegue ser uma das melhores peruas dos anos 90? Pois bem, explico: ela trouxe novas tecnologias para o mercado, design esportivo, desempenho acima da média e fez com que concorrentes do mercado se mexessem para trazer produtos melhores e mais atualizados para o mercado.

Vale ressaltar que, nos tempos atuais, o Marea nas carrocerias sedã e Weekend passou a ser um veículo cultuado e bastante valorizado no mercado de usados. Portanto, se achar uma por aí bem revisada e com documentação em dia, pode abraçar sem medo e fazer as manutenções do carro sem preocupação. O pior já passou.

Melhores peruas: Ford Royale

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A penúltima station wagon da nossa lista de melhores peruas dos anos 90, na verdade, vai aparecer na nossa lista duas vezes.

Sim, a Ford Royale nada mais é do que uma Volkswagen Quantum com algumas modificações estéticas para poder se adequar à gama de veículos da Ford. 

Vale lembrar que isso aconteceu graças a Autolatina, (joint-venture entre Ford e Volkswagen), que vigorou de 1987 até 1995.

Lançada no ano de 1992 junto com o sedã Versailles (derivado do Volkswagen Santana), chegou apenas em carroceria duas portas, como uma homenagem à Belina, mas em 1995 se rendeu e recebeu as 4 portas devidas.

Apesar de ter melhor acabamento e aspecto mais luxuoso que a perua original da VW, por ser mais cara, acabou vendendo sempre menos que a irmã.

Vendida com duas opções de motorização AP, 1.8 e 2.0, primeiramente com carburador e depois com injeção eletrônica em 1993, a etanol ou gasolina, ela desfilou requinte e charme no mercado até a chegada da sua sucessora, a Ford Mondeo Wagon, em 1996.

Melhores peruas: Ford Escort SW

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O Escort foi um carro revolucionário desde a sua chegada ao Brasil, em 1983. Com a missão de substituir o Corcel II, o Escort era o primeiro carro “mundial” da marca no País.

Estreando soluções interessantes, como motor transversal e suspensão independente nas quatro rodas, rapidamente conquistou o público.

Vendido somente em versão hatch, teve sua versão XR3 como um marco dos anos 80 e 90, mas só ganhou uma “carroceria nova” em 1989, quando o sedã Verona chegou ao mercado.

Mas faltava uma variante perua no seu portfólio, porém, com o advento da Autolatina (como expliquei anteriormente), a marca do oval azul estava proibida de produzir um carro para competir com a perua Parati.

E foi somente com o final dessa união que a Escort SW chegou, em 1997.

Fabricada na Argentina e com componentes vindos da Europa, a Ford Escort SW conquistou o público por ser moderna, andar bem e, claro, ser bonita.

Com porta-malas de 385 litros, quatro portas (enquanto a Parati só vinha com duas) e motor Zetec 1.8 16V de 115 cv, chegou a vender mais que o Escort hatch em algumas oportunidades.

Mas com a chegada do EcoSport o mercado mudou e as vendas caíram. Chegou a compartilhar mercado com a Ford Mondeo até 1998, mas deixou de ser fabricada em 2003, sendo a última perua da Ford no Brasil.

Sua versão de topo GLX tinha ar-condicionado de série, direção com regulagem de altura e travas elétricas. Como opcional, era possível incluir teto solar, toca-fitas, vidros elétricos e rodas de liga.

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