O que está acontecendo com os aplicativos de mobilidade?
aplicativos de mobilidade - mão masculina mexendo em celular dentro de carro

O que está acontecendo com os aplicativos de mobilidade?

Está difícil encontrar carros de aplicativo disponíveis, não é? Entenda o que está acontecendo com os aplicativos de mobilidade.

Em 2009 nascia a empresa que iria mudar a história da mobilidade urbana atual, a Uber. Juntamente com outras tão importantes quanto, como a 99 e a Cabify, nascia um segmento onde tornava possível encontrar um carro para realizar uma viagem por meio de um aplicativo no celular. 

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Nesses mais de dez anos de atividade, o setor de mobilidade via aplicativo foi o que mais cresceu no mundo inteiro, porém atualmente vivencia uma crise que com certeza já afetou você. Foi pedir um carro e não achou? Motorista cancelou? Preços altos? O que está acontecendo com os aplicativos de mobilidade? 

Problemas dos aplicativos de mobilidades: o lado do passageiro

Um dos maiores incômodos para o passageiro é sobre os cancelamentos (muitas vezes seguidos) por parte dos motoristas de aplicativo. Esse tem sido um problema recorrente nos aplicativos de mobilidade desde meados de 2021, principalmente nas capitais. 

A troca de motorista ocorre principalmente quando a viagem é curta ou quando o lugar de encontro com o passageiro é demorado, como é o caso de shoppings. Isso porque os motoristas estão tendo que “priorizar” viagens com melhor custo-benefício.

“É uma triste realidade, mas nós mesmos aconselhamos o motorista a cancelar corridas curtas”, explica o presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo, Eduardo Lima.

Além dos cancelamentos, a espera e o aumento das tarifas tem feito muitas pessoas reavaliarem voltar a usar o transporte público ou comprar seu próprio carro, já que em algumas situações, o usuário pode passar mais de 20 minutos esperando um carro. 

Problemas dos aplicativos de mobilidades: o lado do motorista

Não é só o usuário do aplicativo de mobilidade que está passando por dificuldades, como também o motorista. E o principal vilão são os preços dos combustíveis (como a gasolina) que vem em escalada.

Para se ter uma ideia, o preço da gasolina no Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 8. O combustível foi comercializado por R$ 8,029 em Angra dos Reis/RJ, durante a semana de 23/01/2022 a 29/01/2022. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Como o trabalho do motorista depende diretamente do preço dos combustíveis, este acaba buscando saídas para economizar, sendo rodar durante a madrugada uma delas, por exemplo. Porém, a fuga do trânsito durante o dia por parte dos motoristas acaba impactando quem precisa usar este serviço de mobilidade durante o horário comercial.

Outra questão também é a reabertura do comércio, pois como bares e restaurantes voltaram a funcionar presencialmente, a demanda por carros via aplicativo subiu bruscamente nos últimos meses. 

Por último, os condutores reclamam das tarifas, onde a empresa responsável pelo aplicativo pode ficar com fatias do valor da viagem entre 20% e 48%.  Por isso, muitos deles acabam desistindo do trabalho por conta do valor que sobra para pagar despesas.

Segundo pesquisa realizada pela Revista Veja, os gastos altos e valor de repasse não condizem com os gastos, fazendo com que cerca de 30.000 motoristas (o que significa 25% do efetivo) já teriam desistido de continuar nessa ocupação aqui no Brasil.

Problemas dos aplicativos de mobilidades: Questão trabalhista

Há um embate judicial muito forte entre as empresas de mobilidade via aplicativo e os motoristas que exigem reconhecimento do vínculo empregatício e contratações dentro das regras da Consolidação das Leis do Trabalho. Para se ter uma ideia, o Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT/SP) entrou recentemente com quatro ações judiciais contra o sistema de transporte por aplicativos. 

Além do reconhecimento do vínculo empregatício, as ações reivindicam que as empresas se abstenham de fazer contratações fora das regras da CLT. Bem como, preveem uma indenização por dano moral coletivo equivalente a 1% do faturamento bruto das empresas.

A questão é tão importante, que conforme especialistas, caso seja exigido o vínculo empregatício, o serviço de mobilidade talvez venha a ser inviabilizado e extinto no Brasil.

O que dizem as empresas

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, representante das plataformas no Brasil, diz que os aplicativos fazem uma intermediação entre consumidores, estabelecimentos comerciais e profissionais parceiros. Dito isto, motoristas atuam de forma independente e sem a subordinação trabalhista às plataformas.

A Uber veio a público dizer que ainda não teve acesso a ação do MPT/SP, mas assim que for notificada, apresentará todas as informações solicitadas e necessárias. A companhia afirmou, ainda, que diversas instâncias da Justiça do Trabalho vêm construindo “sólida jurisprudência” sobre o fato de não haver relação de emprego entre o aplicativo e os motoristas parceiros. 

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